Por Paulo Maria
FOTOS: PAULO MARIA / DPPI
Se as fotografias são palavras pintadas com luz, as emoções vividas este fim de semana no Autódromo Internacional de Portimão ficarão eternamente guardadas como a entrada no maior parque de diversões do universo automóvel. Nesta viagem pela terra dos sonhos com volante e pedais, embarquei num autêntico carrossel de cores garridas, vivendo, sentindo e fotografando a festa nesta montanha russa genuinamente portuguesa.
O esplendor de Portugal levantou-se aos heróis do asfalto, o nosso nobre povo dissipou como família unida as brumas de uma saudosa memória, e o próprio Lewis sentiu na sua voz os nossos egrégios avós que o guiaram à vitória.
Também eu me deixei contagiar pela estirpe F1@AIA e desde quinta feira que comecei a sentir todos os seus sintomas: O palato apurado na emoção e orgulho de ser português; a energia contagiante em testemunhar as páginas da história; o nó na garganta ao ouvir o hino pela voz da Cuca Roseta e por fim a febre do som dos motores em movimento.
Nos primeiros dias o “Soleil” brilhou nesta tenda gigante de circo, mas como se de um teste meteorológico se tratasse,o dia D carregouo céu com a responsabilidade de fazer deste espetáculo o maior do ano em Portugal.
O frenesim dos movimentos mágicos e precisos como relógios suiços que escolheram este asfalto “verde” para bailar num perpétuo movimento o corridinho algarvio, provocaram a muito mais do que vinte sete mil e quinhentos apaixonados, uma contagiante epidemia de sorrisos, efeitos WOW e enraizaram nas gerações mais novas o gosto pelo estratosférico mundo dos pilotos galáticos.Com as suas naves especiais de corrida os verdadeiros artistas entraram no palco com vontade de criar ilusão, de fazer malabarismos com o DRS e de nos arrastar para o seu portal da fantasia só tornada realidade pela mão do maestro Paulo Pinheiro e da sua orquestra.
O pelotão de super heróis fardados com fato de competição, botas, capacete e luvas tinha como missão dizimar os centésimos de segundo.A estratégia passava por pisar os corretores, vilipendiá-los até expurgar as grades pandémicas, desmascarando assim um tempo mais curto, permitindo desconfinadamente chegar primeiro ao pódio da vida celebrada em jeito de recorde mundial.
O sucesso perpetua-se hoje mas projeta-se já o amanhã nas boas, grandes e gratas memórias de um promissor futuro. A melhor volta, essa será realizada quando um dia se anunciar que a fórmula mágica regressaráao reino dos algarves para conquistar mouros e cristãos bem no sopé da fóia, perfumada pela brisa do mar atlântico.
[rl_gallery id="478974"]










