Max Verstappen terminou o primeiro dia de treinos livres do Grande Prémio da Cidade do México com o melhor tempo, deixando claro o seu objetivo de dominar o fim de semana. O piloto da Red Bull superou a concorrência num circuito particularmente exigente devido à altitude e às condições de aderência reduzida.
Verstappen registou 1:17.392, com Charles Leclerc, da Ferrari, a apenas 0,153 e Kimi Antonelli, da Mercedes, novamente em destaque ao fechar a sessão em terceiro, 0,174 atrás do líder. Entre os candidatos ao título, Lando Norris foi o quarto mais rápido, enquanto Oscar Piastri terminou apenas em 12.º.
As condições típicas do circuito mexicano voltaram a ditar dificuldades: baixa carga aerodinâmica, pouca aderência inicial e temperaturas mais elevadas do que no ano anterior. As equipas recorreram a diferentes compostos para avaliar ritmo de corrida, com o pneu médio a assumir preponderância na fase final do dia. A expectativa é de que os tempos melhorem significativamente ao longo do fim de semana, à medida que a pista ganha borracha e limpeza, estando ainda longe da pole de Carlos Sainz em 2024 (1:15,946).

Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, explicou: “O nível de aderência da pista é dos mais baixos de toda a temporada. A superfície é muito pouco utilizada durante o ano, o que justifica o pó e a evolução significativa esperada nos próximos dias.”
Sobre o comportamento dos pneus, acrescentou: “Os compostos mais macios mostraram-se eficazes, sobretudo com temperaturas mais baixas na segunda sessão. A ausência de graining confirma a maior resistência mecânica dos pneus deste ano.”
Em relação à estratégia de corrida, Berra adiantou: “Neste momento, a estratégia de paragem única é o cenário mais plausível, com os Médios a desempenhar o papel principal. A escolha entre Duros ou Macios dependerá da duração do primeiro stint, da temperatura da pista e da sua evolução.”










