Daniel Ricciardo tomou o lugar de Sergio Pérez, pelo menos na grelha de partida para a corrida caseira do piloto mexicano da Red Bull. Aos comandos do AlphaTauri, e ajudado pelo seu companheiro de equipa Yuki Tsunoda, que sairia do fundo da grelha de partida qualquer que fosse o seu resultado, Ricciardo tinha dado sinais positivos no Q1 e Q2, havendo algumas dúvidas do que poderia fazer sozinho no último segmento da qualificação. O quarto lugar da grelha para amanhã, ao lado de Max Verstappen, está garantido.
Com um desempenho discreto nos EUA, onde regressou à competição após a lesão sofrida em Zandvoort, Ricciardo deu bons sinais nos treinos, especialmente no último que ocorreu já hoje. Sabendo-se de antemão que Yuki Tsunoda teria que cumprir penalização por troca de componentes da unidade motriz, seria de esperar que a equipa italiana investisse mais no australiano durante a qualificação. Conseguiram colocar o motor RBPT a funcionar muito bem na altitude e, mesmo com pneus médios, o carro parece ter um bom desempenho, comprovado por Tsunoda que disse após a qualificação que o AT04 parece “muito, muito rápido”.
Não sendo um dos carros mais performantes do pelotão, até pelo contrário, Daniel Ricciardo tem a primeira oportunidade de provar o que vale no seu regresso ao lugar de piloto principal. Até à sua lesão, e depois de substituir Nyck de Vries, o piloto australiano ainda não tinha experimentado o carro com o pacote de atualizações introduzidos e em Austin, não correu muito bem. Tem agora um palco onde pode tirar partido do melhor desempenho do monolugar, sendo difícil não fazer a comparação com Sergio Pérez, que ficou mais distante do seu companheiro de equipa do que possivelmente se previa. Será importante, até porque se sabe que o piloto mexicano está pressionado na Red Bull, perceber o que poderá fazer no arranque saindo do mesmo lado de Max Verstappen e de Charles Leclerc.










