GP Las Vegas, F1: Tempos melhores do que no ano passado, Pneus duros mostram potencial para a corrida

Por a 21 Novembro 2025 09:27

No primeiro dia de atividades em pista para o Grande Prémio de Las Vegas, Lando Norris (McLaren) evidenciou-se como o mais rápido, registando um tempo de 1.33,602 na segunda sessão, realizada duas horas mais cedo do que no ano anterior.

TL1 com Ferrari na frente

Na primeira sessão, também sob as luzes do circuito citadino de Las Vegas Strip, Leclerc foi o mais rápido com 1.34,802, seguido por Alex Albon (Williams) e Yuki Tsunoda (Red Bull Racing). A maioria dos pilotos iniciou os treinos com pneus médios, à exceção de Nico Hülkenberg (Sauber), que optou pelos duros. Fernando Alonso (Aston Martin) foi o primeiro a experimentar o composto mais macio da Pirelli. As equipas utilizaram níveis aerodinâmicos reduzidos, semelhantes ao que se verifica em Monza, para tirar partido das elevadas velocidades do traçado.

TL2 sorriu a Norris, apesar de final antecipado

O britânico Norris liderou as tabelas dos melhores tempos no segundo treino, seguido por Kimi Antonelli (Mercedes), apenas 0,029 segundos mais lento, enquanto Charles Leclerc (Ferrari), que optou pelos pneus médios em contraste com os pneus macios dos seus adversários, ficou com o terceiro registo, a 0,161 segundos do líder. Leclerc enfrentou ainda dificuldades técnicas, tendo acabado a sessão com o seu monolugar estacionado numa escapatória.

Antes do início da segunda sessão, uma ligeira precipitação não alterou significativamente o estado da pista. Todos os pilotos, com exceção de Gabriel Bortoleto (Sauber), arrancaram com pneus médios, sendo que Bortoleto começou com o composto C3 antes de alinhar com a escolha do pelotão. Liam Lawson (Racing Bulls) protagonizou a primeira simulação de qualificação com pneus macios, seguindo-se o resto dos pilotos a meio da sessão.

A sessão foi interrompida por bandeiras vermelhas devido ao levantamento de uma tampa de esgoto na curva 17, situação que se repetiu e levou ao término antecipado da sessão. As interrupções complicaram a leitura dos tempos, impedindo vários pilotos de realizar simulações de qualificação ou stints longos, úteis para afinar o carro com vista à corrida. A sujidade inicial do asfalto contribuiu para uma evolução acentuada do traçado, prevendo-se melhorias significativas nos tempos ao longo do fim de semana, caso a chuva não se faça sentir.

O que disse a Pirelli

Mario Isola, responsável da Pirelli, comentou o primeiro dia:

“Como era esperado, desde o primeiro treino livre, o efeito da evolução da pista no circuito de Las Vegas foi muito notório. A pista só é encerrada ao trânsito normal algumas horas antes da entrada dos carros na pista, pelo que estava muito suja inicialmente e começou a ficar progressivamente com borracha à medida que o número de voltas aumentava, o que se refletiu na queda dos tempos por volta observada do início ao fim das sessões.

Os tempos foram inferiores aos registados na mesma sessão do ano passado: Lando Norris superou o melhor tempo de Hamilton no TL2 de 2024 por pouco mais de duas décimas, tempo que já está perto da volta da pole position do ano passado.

No TL1, as baixas temperaturas da pista levaram à granulação dos pneus médios e macios, embora em menor grau do que no ano passado, e isso não afetou o desgaste.

Este fator afetou principalmente o eixo dianteiro, que sofreu o maior efeito de arrefecimento na reta principal e é também a causa da subviragem que os carros podem apresentar nesta pista.

A diferença no estado final dos pneus entre os vários compostos foi amplamente influenciada pelos diferentes programas adotados pelas equipas. Os pneus médios, utilizados durante mais voltas com maior quantidade de combustível, apresentaram maiores sinais de granulação em comparação com os macios, que foram utilizados quase exclusivamente para simulações de classificação.

A melhoria da pista e a baixa quantidade de combustível utilizada durante as voltas no segundo treino livre, antes da interrupção pela bandeira vermelha, contribuíram significativamente para a melhoria do estado dos pneus.

Os pneus duros, que apresentaram tempos por volta próximos dos médios, parecem ser os candidatos ideais para a corrida de domingo, especialmente se as equipas conseguirem encontrar a chave para estender os seus stints e tirar o máximo partido deles em termos de possíveis estratégias.”

Fotos: Philippe Nanchino /MPSA

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