A duas voltas do final do GP do Japão de Fórmula 1 e numa altura em que Lewis Hamilton perseguia de perto Max Verstappen na luta pelo segundo lugar, o piloto da Mercedes tentou a ultrapassagem na chicane que antecede a reta da meta, mas o holandês, tal como já tinha feito em corridas anteriores mudou de direção enquanto travava e isso obrigou Hamilton a interromper a tentativa de ultrapassagem e a seguir em frente na chicane. O piloto inglês protestou via rádio, mas no final da corrida entendeu não falar mais sobre o assunto preferindo “seguir em frente”. Contudo, a Mercedes entendeu protestar contra a atitude de Max Verstappen, alegando que o holandês bloqueou o seu piloto, forçando-o a ir pela escapatória, suportando a sua tese com o Artigo 27.5 dos Regulamentos Desportivos da Fórmula 1, alegando que o holandês pilotou “erraticamente e de forma perigosa”.
O assunto já tinha sido levantado no GP da Bélgica, aquando da manobra de Verstappen face a Kimi Raikkonen. Não existe regra específica que proíba um piloto de mudar de direção em travagem, mas é comummente aceite pelos pilotos que isso é uma manobra perigosa e por isso existe um acordo de cavalheiros entre eles.
A FIA não investigou na altura o incidente, após a manobra da corrida de hoje, mas ainda antes de ficar a saber que a Mercedes iria instaurar um protesto, Charlie Whiting e os Comissários Desportivos, encabeçadosp or Emanuelle Pirro, falaram informalmente com Verstappen depois da corrida, para trocarem pontos de vista.
Max Verstappen disse no final aos microfones da Sky F1: “Não vou abrir a porta e dizer ‘podes ir’. Claro que vi o movimento dele e assim que o vi, fechei a porta. Penso que foi suficientemente longe para ele ver que ia fechar a porta. Estava com alguma dificuldade nas retas, penso que aí perdíamos facilmente três décimos, e por isso precisava de sair bem da curva 14 e da última chicane, e consegui-o. O Lewis chegava-se a mim mas depois ficava preso. Nada podia fazer para chegar ao Nico, mas pude suster o Lewis” disse Verstappen no final.
Agora, com o protesto, a FIA protelou para os EUA posteriores ações relativas a este protesto – os pilotos já se tinham ido embora – o que significa que o assunto vai voltar à baila na semana antes do GP dos EUA de F1. Ambos os pilotos irão ser ouvidos. Os resultados do GP do Japão são, portanto, provisórios.












