O Halo já não é motivo de conversa entre os fãs da F1, já plenamente habituados ao dispositivo que hoje voltou a salvar uma vida, nada menos que a de Lewis Hamilton. Se não fosse a proteção que tanta celeuma provocou quando foi introduzida talvez neste momento o histórico resultado da McLaren tivesse passado para segundo plano.
Se por um lado o Halo voltou a ser fundamental para a segurança dos pilotos, é preciso certamente repensar nos limitadores elevados que fazem os carros levantar voo, o que neste caso levou o Red Bull de Max Verstappen a aterrar em cima do Mercedes de Hamilton. O britânico mostrou-se grato por ter o Halo no seu carro, ele que foi um dos pilotos que torceu o nariz aquando da sua introdução:
“Graças a Deus pelo Halo”. Salvou-me”, disse ele. “Acho que nunca tinha sido atingido na cabeça por um carro. Já corro há muito, muito tempo, estou tão grato por ainda estar aqui. Sinto-me incrivelmente abençoado, como se alguém estivesse a olhar por mim hoje”.
Hamilton também ficou surpreendido por Verstappen não ter ido verificar se estava bem:
“Vi o Max a sair e a passar por mim”, disse o britânico. “Senti-me um pouco surpreendido porque, em última análise, penso que quando temos incidentes, a primeira coisa que queremos ter a certeza é que o tipo com quem colidimos, está bem. Mas o bom é que consegui sair e foi uma longa caminhada de regresso, mas vivemos para lutar mais um dia”.
Também Toto Wolff considera que o Halo foi um elemento crucial hoje e defende que os dois candidatos deverão ter de deixar mais espaço em pista, ou veremos mais incidentes destes:
“O Halo salvou definitivamente a vida de Lewis hoje”, disse Wolff. “Teria sido um acidente horrível em que nem quero pensar se não tivéssemos o Halo. Ambos precisam de deixar espaço, lutar de forma dura, mas evitar acidentes. Ou deixam espaço haverá mais acidentes. Mas eles sabem no carro o que estão a fazer e como estão a correr uns com os outros. Devemos estar atentos e esperamos não ter oito acidentes nas oito corridas restantes”.










