A Pirelli testou em Austin, durante o segundo treino livre os protótipos de pneus para 2023, estando muito perto do produto final. No entanto, a maior dificuldade dos pilotos foi com a baixa temperatura que os pneus eram montados. Para a próxima época, as mantas de aquecimento dos pneus – o ‘cobertor’ que mantém os pneus a uma determinada temperatura enquanto estão na box prontos a serem montados nos monolugares – vão ter uma temperatura no máximo de 50 graus, menos 20 do que atualmente, e os pilotos experimentaram esse efeito no teste de ontem. Uma menor temperatura dos pneus à saída do carro da box, leva a mais tempo para os pilotos os colocarem na janela ótima em pista.
Tratando-se de um processo de adaptação, é por isso importante testar os pneus, mesmo que não se trate do produto finalizado, antes da próxima época começar. Os testes de pré-temporada serão curtos para aferir todos os sistemas dos carros e ainda os pneus.
Sem críticas aos protótipos, os pilotos necessitam de mais tempo para aquecer os pneus e poderem completar as voltas num ritmo mais alto. De acordo com Kevin Magnussen, os pneus precisavam de uma volta completa para aquecer. As temperaturas externas em Austin, relativamente quentes de quase 30 graus Celsius, até ajudaram os pilotos. “Se fosse 20 graus, a pista estaria a 25 a 30 graus, e então seria diferente. Então seria muito difícil”, disse o piloto da Haas.
A Pirelli testou compostos mais duros em Austin, enquanto no México, onde será realizada a segunda parte do teste de pneus, serão usados compostos mais macios, mas “parecem estar no caminho certa em termos de consistência e uso”, disse o engenheiro de corrida da Mercedes, Andrew Shovlin.
Apesar de ser necessário, este teste aos pneus da Pirelli deveria acontecer fora de um fim de semana de corridas na ótica de Kevin Magnussen. “Seria mais construtivo se investissem um pouco mais para testar fora do fim de semana de corrida”, explicou o piloto dinamarquês da Haas. “Temos que nos concentrar no fim de semana de corrida, e não nos preocupamos tanto com o teste aos pneus”. A maior dificuldade do fornecedor exclusivo da Fórmula 1 parece ser encontrar datas para um teste em conjunto, num calendário competitivo cada vez mais preenchido.











