Nas duas últimas qualificações, a Ferrari viu um dos seu carros nem sequer chegar à Q3. Nesta última, um deles passou, Sebastian Vettel, mas quedou-se depois pelo 10º lugar.
Para o Director da Scuderia Ferrari, Mattia Binotto, há que “mudar este estado de coisas”, pois entende ser “indigno” o desempenho atual da sua equipa: “É um dia realmente dececionante. Temos de aceitar que o cronómetro nunca mente. Em duas sessões de qualificação, embora em condições diferentes, não fomos competitivos, não só contra aqueles que têm sido os nossos rivais mais próximos nos últimos anos, mas também contra outros, que até aqui sempre estiveram atrás de nós. Trabalhámos muito para trazer atualizações mais cedo do que o planeado, mas as novas peças não mostraram o seu valor em pista. Temos que perceber porquê, e mudar este estado de coisas. Isto não é suficientemente bom para uma equipa chamada Ferrari. Não devemos ficar demasiado chateados com isso, mas não podemos ignorar os factos”.
A Ferrari trouxe para a Áustria atualizações para as asas dianteiras, difusores traseiros, um novo piso experimental, alegadamente testado no carro de Charles Leclerc, mas a falta de potência do motor parece ser o ponto central para as tristezas da Ferrari. Para juntar à ‘festa’, nenhuma das equipas de clientes da Ferrari, Haas ou Alfa Romeo sequer chegaram perto do top 10.
Ironicamente, na qualificação para o Grande Prémio da Estíria, Carlos Sainz, futuro piloto da Ferrari, foi terceiro, o seu melhor lugar de sempre na grelha, com o seu McLaren/Renault. Será possível que o motor atual da Ferrari é muito pior que o motor Renault, ou são várias coisas que estão a correr mal na Scuderia. O chassis era suposto ser melhor que o do ano passado, mas pelos vistos, não só o motor perdeu ‘fulgor’ como o chassis também não parece ser nada de especial. Que Ferrari para hoje, e daqui para a frente?









