Há dois anos que a F1 não corre em Imola, em consequência das inundações devastadoras que atingiram a região no ano passado. O desporto doou 1 milhão de euros para o fundo de ajuda quando a corrida teve de ser adiada e será um regresso comovente, numa altura em que a região de Emilia-Romagna continua a recuperar.
Também haverá muita emoção na pista, uma vez que Imola acolhe uma corrida apenas duas semanas após o 30º aniversário das mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger no circuito.
Já foi organizado um evento especial na pista no dia 1 de maio – com a presença de milhares de fãs – mas haverá mais homenagens durante o fim de semana da corrida.
Sebastian Vettel vai sentar-se ao volante do McLaren MP4/8 de Senna – o carro com que ele ganhou uma corrida pela última vez no final de 1993 – e exibi-lo aos fãs durante os três dias: “Ayrton Senna não era apenas um piloto que eu valorizava muito por ser um dos melhores pilotos de sempre, mas também um homem de grande compaixão”, afirmou Vettel. “Passaram 30 anos desde o seu acidente e eu gostaria de prestar esta homenagem ao Ayrton”.
No dia 1 de maio passado realizou-se um evento especial no circuito para assinalar o 30º aniversário das mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger Ramos de flores foram colocados no muro da reta-curva Tamburello, onde o campeão brasileiro perdeu a vida. Durante o evento de 1 de maio. Oficialmente foi no hospital, mas tal como o Prof. Sid Watkins revelou no livro Viver nos Limites, da Talento: “…as bandeiras vermelhas estavam de volta. Casoni arrancou e ao chegarmos a Tamburello eu sabia que era Senna.
Ele estava afundado no Williams e o médico do primeiro carro de intervenção estava com ele, segurando a sua cabeça com o capacete. Pela terceira vez naquele fim de semana tinha de fazer um esforço frenético para cortar a presilha do queixo e tirar um capacete. Seguramos o pescoço de Ayrton e tiramos o capacete. Os seus olhos estavam fechados e ele estava profundamente inconsciente. Pus um tubo na sua boca, girei-o e consegui um fluxo de ar efetivo. Ele parecia sereno. Virei as suas pálpebras e ficou claro pelas suas pupilas que ele tinha uma maciça lesão cerebral. Levantámo-lo do cockpit e colocámo-lo no chão. Nesse momento ele olhou e, apesar de eu ser totalmente agnóstico, senti que ele tinha partido naquele momento…”











