A nova regra no GP do Mónaco de F1 foi aprovado por uns, criticada por outros
São poucos, os pilotos e Chefes de Equipa de Fórmula 1 que tenham ficado satisfeitos com a regra de duas paragens obrigatórias nas boxes no GP do Mónaco de F1.
Por exemplo, um dos homens que mais dividendos retirou da nova regra, James Vowles (Williams), admitiu que não gostou da forma como a corrida se desenrolou, com as equipas a instruir os seus pilotos a abrandar para ajudar os colegas de equipa. Afirmou que “correr assim parece errado” e que as regras precisam de ser de novo revistas para o Mónaco.
Já Zak Brown (McLaren), teve uma visão muito mais positiva, acreditando que as novas regras tornaram a corrida “muito mais stressante” e que a estratégia foi “muito importante”. Apesar de os resultados parecerem semelhantes aos da qualificação, considerou a corrida “muito emocionante” e “bem-sucedida”.
Frederic Vasseur (Ferrari) não considerou positivo o facto de as regras encorajarem as equipas a apostar em bandeiras vermelhas ou Safety Cars. Argumentou que, com apenas uma paragem, não seria possível essa aposta devido à pressão dos carros atrás.
Para Toto Wolff (Mercedes), embora não tenha gostado do novo formato, viu-o como um ponto de partida para melhorias. Sugeriu que, para o próximo ano, poderiam ser definidas regras para um tempo máximo por volta para evitar que os pilotos abrandassem para reter o pelotão atrás de si.
Como se sabe, várias equipas instruíram os seus pilotos a abrandar significativamente para bloquear rivais e ajudar os colegas de equipa a fazer pit stops e com isso garantir pontos.
Já Max Verstappen atrasou a sua última paragem nas boxes o máximo possível, esperando por uma bandeira vermelha tardia que claramente lhe daria a vitória, o que não aconteceu, mas, na verdade foi uma tática perfeitamente lícita porque a equipa e o piloto apostaram na única forma que tinham para poder vencer a corrida. Caso tem havido um Safety Car quando o piloto da Red Bull rodava na frente, iria às boxes e manteria a posição e com isso, claramente venceria a corrida.
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino











