GP do México F1: Notas AutoSport

Por a 9 Novembro 2021 18:43

Por Fábio Mendes e Pedro André Mendes

Com o GP do Brasil já à porta, fechamos o capítulo GP do México com as notas aos pilotos e equipas:

Red Bull – Passo importante, rumo ao título

A Red Bull não deu hipótese no México. Apesar do que aconteceu na qualificação, onde os Mercedes se destacaram, na corrida o ritmo dos Bull´s foi claramente superior a toda a concorrência. Numa pista que beneficia quem consegue criar muito apoio aerodinâmico, a Red Bull mostrou que nesse capítulo sempre foi das mais fortes e soube fazer valer os pontos fortes do RB16B. Max Verstappen foi o mais rápido do fim de semana e apesar de não ter conquistado a pole, conseguiu mostrar em corrida que tinha mais argumentos que a concorrência. Talvez o terceiro lugar tenha sido uma “bênção” para poder atacar a liderança da corrida de forma mais assertiva. Sergio Pérez fez a festa em casa e apesar de ter estado um furo abaixo de Verstappen, conseguiu pressionar de forma constante Lewis Hamilton. Tentou o segundo lugar, mas o terceiro e um pódio frente ao seu público serão prémios que o piloto relembrará durante muito tempo. Destaque para as críticas pouco elegantes de Christian Horner, ao criticar Yuki Tsunoda de forma veemente na comunicação social, minando o ânimo de um jovem que começa finalmente a dar passos positivos e por isso a Red Bull não leva nota 9.

Red Bull – Nota 8

Max Verstappen – Nota 10

Sergio Pérez – Nota 9

Mercedes – Nervos em franja?

Conforme o calendário aperta, mais se nota na Mercedes. Uma equipa que já venceu tanto e que tem muitos dos cérebros do desporto por trás desse sucesso, deveria estar mais focada em vencer ou em encontrar respostas para a perda de desempenho nas últimas provas, em vez de apontar o dedo a uma situação de um piloto no início da corrida. Possivelmente, quando mais era preciso, falta Niki Lauda. Perder todo o fôlego que pareciam ter no início do fim de semana e terminarem a corrida a defender o segundo lugar, a 16.555s do vencedor, sem nunca ter sido ameaça, é mau. Lewis Hamilton parece que pouco mais podia ter feito. Apenas um reparo, para o nível mais baixo que tem apresentado nas qualificações. Se fizermos as contas, Hamilton tem o mesmo número de pole positions que Bottas e desde a Hungria que não sai da primeira posição da grelha. Valtteri Bottas foi bastante falado no final da corrida e não pelos melhores motivos. Podia ter feito melhor naqueles primeiros metros de corrida? Podia, mas pode ter pesado o episódio da Hungria. Foi quase sacrificado num acidente infeliz que retirou Max Verstappen do caminho (e mereceu as críticas, porque foi imprudente), teria agora capacidade para ser mais duro, arriscando um toque entre os dois, numa altura fundamental do campeonato?

Mercedes – Nota 5

Lewis Hamilton – Nota 7

Valtteri Bottas – Nota 7

Alpha Tauri – Gasly voltou a brilhar

Foi daquelas corridas 2à Gasly”. Muito rápido, eficiente, mas sem a cobertura mediática que merecia. O francês voltou às grandes exibições e levou mais uma vez a Alpha Tauri ao top 5. Começam a faltar adjetivos para classificar estas duas épocas de Gasly e agora fica a dúvida… o que este Gasly seria capaz de fazer numa equipa de topo? Muito melhor do que na sua primeira passagem pela Red Bull, suspeitamos. Yuki Tsunoda não teve sorte e o seu despontar foi abruptamente interrompido pelo caso da qualificação, onde foi mais vítima do que réu, e na corrida a confusão da curva 1 apanhou-o, sem que tivesse culpa. Um ano dificil para Tsunoda, que também não tem a sorte do seu lado.

Alpha Tauri – Nota 8

Pierre Gasly – Nota 9

Yuki Tsunoda – Nota 6

Ferrari – Jogo de equipa

As ordens de equipa não são muito fáceis de digerir, mas no caso dos dois pilotos da Ferrari compreendeu-se e embora não tivesse propriamente resultado, a equipa e pilotos tentaram. Uma coisa é certa: desde a Estíria que um dos pilotos pontua sempre e isso, juntamente com a nova atualização tem sido o pilar para agora estarem na frente da McLaren no duelo pelo terceiro lugar. Mostraram estar de novo mais fortes que os homens da McLaren, mas com a penalização a Norris e o erro de Ricciardo no início da corrida, seria uma catástrofe para a Ferrari se perdessem pontos no México. Costuma-se dizer que a sorte dá muito trabalho. O único ponto mais fraco foi não terem conseguido apanhar Pierre Gasly.

Ferrari – Nota 8

Charles Leclerc – Nota 8

Carlos Sainz – Nota 8

Aston Martin – Vettel volta à boas exibições

A Aston Martin tem sentido muitas dificuldades este ano e é o sétimo carro mais rápido desta grelha, atrás dos Alpine e apenas à frente dos Alfa Romeo, Williams e Haas. Com este cenário, é difícil esperar bons resultados da equipa, mas Sebastian Vettel esteve em destaque e fez uma excelente corrida, conseguindo pontos importantes para a equipa. Ajudado por uma boa estratégia da equipa, Vettel esteve sempre na luta pelos lugares pontuáveis. Já Lance Stroll esteve novamente abaixo do seu colega de equipa e o erro na qualificação comprometeu o resto do fim de semana.

Aston Martin – Nota 7

Sebastian Vettel – Nota 8

Lance Stroll – Nota 5

Alfa Romeo – Raikkonen, o “inultrapassável”

Os dois pilotos da Alfa Romeo, passaram à Q2 e aproveitaram as penalizações a outros pilotos para saírem do 10º posto da grelha (Kimi Raikkonen) e 11º (Antonio Giovinazzi). Prometia ser uma corrida nos pontos e poderia ser mesmo para os dois pilotos, mas Giovinazzi viu Norris ficar com o 10º lugar e parece que nada podia fazer. Já o experiente Raikkonen, o mesmo que recebeu duas repreensões nos treinos, não deixou passar ninguém, nem mesmo o também experiente Fernando Alonso. Sempre foi difícil ultrapassar o piloto da Alfa Romeo, mas nos últimos tempos tem estado por zonas mais no fundo do pelotão, onde tem de deixar passar. Nas últimas 6 corridas, Raikkonen foi o piloto que mais pontuou no duelo dos 4 da Williams e Alfa Romeo, as equipas que disputam o oitavo lugar no campeonato de construtores. A Williams que fique atenta.

Alfa Romeo – Nota 7

Kimi Raikkonen – Nota 8

Antonio Giovinazzi – Nota 7

Alpine – Señor Alonso não desilude

Mais um bom fim de semana de Alonso, a compensar a desistência no GP dos EUA. Não teve possibilidade de brilhar como noutras corridas, mas fez uma prova sólida e andou na luta pelos pontos com Vettel e Raikkonen, os veteranos do campeonato. Já Esteban Ocon voltou a estar apagado, numa tendência que se tem repetido nas últimas corridas, e que em nada beneficia o francês, nem a sua equipa.

Alpine – Nota 6

Fernando Alonso – Nota 7

Esteban Ocon – Nota 5

McLaren – Onde está o fulgor que vimos?

Mesmo esquecendo a penalização que Lando Norris teve de cumprir e o acidente que atirou Daniel Ricciardo para o fundo do pelotão, a McLaren esteve uns furos abaixo da sua principal adversária no campeonato, a Ferrari. E pelo segundo GP consecutivo. Perdeu o terceiro posto, que pode ser difícil para reconquistar ainda neste período do GP de S. Paulo e do GP do Catar. O motor Ferrari é melhor em certos aspetos e deu um novo fôlego à equipa italiana. Olhando para os dois pilotos, Lando Norris fez quase tudo o que pôde e sem erros de maior, chegou aos pontos depois de sair do fundo da grelha e ter ajudado o seu colega na qualificação. Já Ricciardo… pode dizer-se que não foi apenas o único culpado no incidente da curva 1, mas errou e pagou muito caro por isso, numa altura em que a equipa precisava de ter pelo menos um piloto junto aos dois da Ferrari, no sexto ou sétimo posto.

McLaren – Nota 7

Lando Norris – Nota 7

Daniel Ricciardo – Nota 4

Williams – Deixaram a Alfa Romeo fugir

No particular pelo oitavo posto no campeonato de construtores, a Williams ficou muito longe da rival Alfa Romeo. Sem conseguir colocar George Russell na Q3 e sofrendo o britânico de uma penalização de 5 lugares na grelha, a equipa esteve alguns furos abaixo. O traçado mexicano foi prejudicial para os dois carros, mas ambos os pilotos terminaram muito longe dos seus rivais diretos. Esquecer rapidamente esta corrida, deve ser o mote da Williams e o foco na recuperação no Brasil e no Catar. Não pontuam desde a Rússia, e mesmo que 8º lugar que ocupam não deva estar ameaçado para já, convém pelo menos igualar o ritmo da Alfa Romeo e fazer marcação a Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi.

Williams- Nota 4

George Russell – Nota 6

Nicholas Latifi – Nota 5

Haas – Copy Paste

Fim de semana sem história… Mais um. Mick Schumacher voltou a ser o melhor da equipa, mesmo com a desistência prematura na corrida e Nikita Mazepin não encantou, mas também não atrapalhou nas dobragens e fez uma boa largada, o que é uma boa evolução… dentro do possível.

Haas – Nota 4

Mick Schumacher – Nota 5

Nikita Mazepin – Nota 5

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5 comentários

  1. Pity

    9 Novembro, 2021 at 19:25

    Não é meu hábito contestar as notas do Autosport, embora discorde várias vezes mas, desta vez, tenho de o fazer.
    Como é possível Hamilton e Bottas terem a mesma nota?

    • NOTEAM1 NOTEAM1

      10 Novembro, 2021 at 9:12

      Possivelmente por causa da pole, na corrida após o choque com o Ricciardo nada mais conseguiu tirar da corrida.
      Não estou a dizer que concordo com a pontuação, mas acredito que a justificação passe por o que aconteceu no sábado.

    • F1dotcom

      10 Novembro, 2021 at 9:31

      Também não entendo e discordo. Apesar da excelente qualificação do Bottas, em corrida esteve uns furos abaixo do LH.
      No cômputo geral, em minha opinião, o Bottas merece nota inferior ao colega de equipa.

  2. ...

    9 Novembro, 2021 at 20:18

    LH tem menos que o Checo, Vettel e Kimi e o mesmo que Gio e Bottas? Não acho piada nenhuma ao inglês mas não é justo. Gasly merece o nove mas Pérez não!

  3. Homem do Leme

    10 Novembro, 2021 at 13:17

    Hamilton com a mesma nota que o Bottas??? Não me parece…assim como não me parece que mereça apenas um 7.
    O Gasly merecia um 10 também e o Mazepin merecia uma nota superior ao Mick, pois conduzindo um chaço de um Haas, fez um bom inicio de corrida e sem se meter em sarilhos nas dobragens, mas como já é habitual bater no Nikita faça ele o que fizer…

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