Muito se falou e escreveu da penalização de Fernando Alonso na Austrália, e este é uma tema que certamente ainda vai ter eco no Japão, já que muitos estão do lado da concordância com a penalização e outros tantos do lado oposto. Há argumentos para tudo e esses deverão continuar a ser dirimidos no Japão. O dramático acidente de George Russell no final da corrida em Melbourne espoletou uma investigação sobre a forma como Fernando Alonso conduziu na aproximação à Curva 6, enquanto tentava manter o Mercedes atrás de si.
Os Comissários Desportivos decidiram aplicar uma penalização a Alonso por conduzir de forma “potencialmente perigosa”, depois de ter travado muito mais cedo do que o habitual. O próprio Alonso admitiu na sala dos Comissários que “se enganou um pouco” ao ter de acelerar de novo em direção à curva, mas quando a penalização por ‘drive through’ foi aplicada – convertida em 20 segundos de tempo de corrida – afirmou a sua surpresa.
É provável que cada um dos 20 pilotos da grelha tenha as suas próprias opiniões sobre se a manobra estava no lado aceitável da defesa ou se foi um pouco longe demais, e se Russell poderia ter reagido de forma diferente ou não, mas no mínimo é muito curiosa a análise de tanta gente diferente.
Há quem entenda que a punição foi desproporcional face à gravidade da ação de Alonso. A manobra não resultou em contato entre os carros e Russell teve tempo para reagir.
Outros falam em falta de critério, e alegam que a FIA tem aplicado critérios inconsistentes em penalizações por manobras defensivas. O incidente de Alonso foi similar a outros que não resultaram em punição. Como se sabe a penalização atirou Alonso de sexto para oitavo, mas há também argumentos a favor da penalização. Uns alegam condução perigosa a começar logo pela A FIA, que considerou a manobra de Alonso “potencialmente perigosa” e poderia ter causado um acidente mais grave.
Fala-se também em defesa inaceitável em que a defesa de Alonso foi excessiva e surpreendeu por completo Russell.








