É verdade que já todos os observadores deste fenómeno que é a F1 notaram que a Ferrari se está a aproximar da Red Bull, isso já tinha ficado claro nos dois primeiros Grandes Prémios do ano, mas agora temos pela frente aquele que deverá ser o mais complicado desafio para qualquer equipa: bater a Red Bull em Suzuka. Esta é uma pista em que os carros de Milton Keynes costumam ser ainda mais competitivos face ao restante plantel, e por isso o trabalho da Ferrari para estar perto, ou mesmo suplantar a Red Bull é ciclópico.
Na Austrália viu-se um 1-2 da Ferrari que ninguém esperava, e que deixou claro que, na pior das hipóteses, a Red Bull está ao alcance da ‘mira’ e com isso a Ferrari está suficientemente próxima para tirar o máximo partido de quaisquer oportunidades quando o circuito e as condições se adequam.
Claramente a Ferrari poderia ter vencido vencido em Melbourne mesmo sem a desistência de Max Verstappen.
A Red Bull continua a ser a clara favorita, dada a sua vantagem noutras pistas e a sua forma geral, mas, como já foi referido, vamos para Suzuka com qualquer um dos pilotos da Ferrari ou da Red Bull a ter uma hipótese real de assumir a liderança do campeonato, e a Ferrari também está muito perto de o fazer na classificação dos construtores.
Espera-se uma resposta da Red Bull este fim de semana numa pista onde é provável que sejam particularmente fortes, mas a Ferrari vai querer mostrar que tem o ritmo para ser o adversário mais próximo, mais uma vez.
Mas se há alguém que pode perturbar isso, é a McLaren. No ano passado foram muito competitivos em Suzuka e também começaram este ano em melhor forma do que no ano passado. Lando Norris não ficou muito longe de Carlos Sainz em Melbourne e sentiu que devia ter terminado em segundo, por isso há várias ameaças a surgir se a Red Bull não conseguir fazer tudo bem.
Vamos ver o que nos traz Suzuka, e que bom seria ter três equipas, seis carros a lutar pelos lugares do pódio. Sim, porque para já a Mercedes parece continuar a navegar na ‘maionese’…








