Já não vencia desde o GP do Qatar de 2024, mas Max Verstappen (Red Bull RB21-Honda RBPT) regressou aos triunfos no Japão depois de uma corrida que começou a vencer na qualificação, ao fazer a pole.
Hoje, arrancou bem, e manteve-se sempre na frente – exceto durante as trocas de pneus – nunca permitindo que os McLaren se posicionassem para o suplantar.
Uma corrida algo aborrecida, com poucas mudanças de posição, que valeu pelas últimas voltas em que a aproximação de Lando Norris (McLaren MCL39-Mercedes) e Oscar Piastri (McLaren MCL39-Mercedes) se deu, sem que Verstappen permitisse que entrassem na zona do DRS, com o piloto da Red Bull a vencer na frente de Norris e Piastri, com o australiano a tentar nas últimas voltas passar para a frente do seu colega de equipa sem sucesso.
Os seis primeiros foram no final da corrida exatamente os mesmos do momento do arranque, e isso explica um pouco do que foi esta procissão de alta velocidade, que só a 10 voltas do fim se intensificou com os dois McLaren a tentar aproximar-se de Verstappen. O momento mais intenso da corrida acabou por ser entre Verstappen e Norris na saída das boxes, quando ambos trocaram pneus e saíram juntos, com o piloto da McLaren a ir à relva ao tentar manter-se ao lado de Verstappen, que como é lógico, não deu um milímetro ao seu adversário. As coisas correram mal a Verstappen nas boxes, pois a sua troca de pneus foi um segundo mais lenta do que a de Norris, cronometrada em 3,3s contra 2,3s da McLaren, e isso levou ao encontro imediato entre ambos no regresso à pista. No ‘cool room’ Verstappen definiu muito bem a questão: “tens um carro um bocado caro para corta relvas…”
Esta pista era suposto ser melhor para a McLaren, mas do outro lado esteve Max Verstappen que no ‘braço’ levou a melhor e foi ele claramente a fazer a diferença. Com este resultado, Verstappen fica apenas a um ponto da liderança do campeonato que se mantém na posse de Lando Norris.
A corrida fica ainda marca pelo pedido de troca de posição de Oscar Piastri, que sentia ter mais ritmo que o seu colega de equipa, Lando Norris, na perseguição a Max Verstappen, mas Norris respondeu, aproximou-se um pouco do piloto da Red Bull, com Piastri sempre a morder os calcanhares do seu colega de equipa. Mas não passou disso até à bandeirada de xadrez.
O momento-chave da corrida divide-se a ‘meias’ entre a qualificação e a…partida.
Depois de vitórias de Lando Norris e Oscar Piastri, agora foi a vez de Max Verstappen, que se ‘mostra’ aos homens da McLaren, assegurando que apesar de ter aparentemente um carro menos competitivo que os ‘papaia’, têm de contar com ele, especialmente se conseguir a pole position. No Japão, o neerlandês aproveitou o facto de Suzuka ser uma pista muito difícil de ultrapassar o que se prova pelo facto dos seis primeiros no final serem exatamente os mesmos que eram na partida.
Depois do oitavo lugar na Austrália e da desclassificação na China, quarto lugar para Charles Leclerc (Ferrari SF-25-Ferrari) depois de uma corrida muito aborrecida. Sem andamento para os McLaren, só teve de ‘controlar’ George Russell atrás de si.
George Russell (Mercedes FW16-Mercedes) foi quinto, e depois de dois pódios, este fim de semana nem sequer esteve perto de poder fazer melhor- Foi , na volta 20 o primeiro dos homens da frente a ir às boxes, mas isso não lhe valeu de muito ainda que tenha terminado perto do homem da Ferrari.
Andrea Kimi Antonelli (Mercedes FW16) foi sexto, repetindo o lugar da China, tornando-se nesta corrida o mais jovem líder de sempre de uma corrida de Fórmula 1. Prolongou imenso o seu primeiro stint, liderou durante algum tempo a corrida e…bateu Verstappen como o mais jovem piloto de sempre a liderar um Grande Prémio, o que o neerlandês tinha feito em Espanha 2016.
Lewis Hamilton (Ferrari SF-25-Ferrari) foi sétimo na frente de Isack Hadjar (Racing Bulls Vcarb 02-Honda RBPT), Alex Albon (Williams FW47-Mercedes) com Oliver Bearman (Haas VF-25-Ferrari) a fechar o top 10.
Pensava-se que a meteorologia pudesse afetar a corrida, mas isso não sucedeu, o que contribuiu imenso para uma.. procissão.
Lewis Hamilton progrediu no início da corrida com uma estratégia alternativa: optou por pneus duros e depois médios, ao contrário dos seus principais rivais, que usaram médios e depois duros. No entanto, a vantagem teórica de ter pneus médios mais frescos não se concretizou para Hamilton, que, apesar de ter pressionado Antonelli brevemente após a paragem nas boxes, perdeu rendimento e terminou a mais de 10 segundos do estreante. Quem teve uma grande corrida foi o franco-argelino Isack Hadjar, que terminou num impressionante oitavo lugar, o seu primeiro top 10 da carreira.
Alex Albon (Williams FW47-Mercedes) foi nono, o seu pior resultado do ano até aqui. foi notadfo várias vezes durante a corrida, mas pelo que ‘refilou’ da estratégia da equipa via rádio.
Oliver Bearman (Haas VF-25-Ferrari) pontua pela segunda vez em três corridas. Terminou em décimo depois de uma corrida, em que terminou exatamente na mesma posição em que arrancou.
Fernando Alonso (Aston Martin AMR25-Mercedes) terminou finalmente uma corrida, mas em 11º, fora dos pontos.
A primeira corrida de Yuki Tsunoda com a Red Bull foi apagada, com o japonês a terminar o 12º lugar. Ainda assim, passou Liam Lawson, tinha conseguido, mas ainda assim continuando a série de pontos da Red Bull sem marcar com o seu segundo carro em 2025. Ainda assim, ganhou duas posições durante a modesta corrida. Pierre Gasly (Alpine A525-Renault) foi 13º, ainda não pontuou este ano.
Carlos Sainz (Williams FW47-Mercedes) foi 14º, fez uma corrida muito apagada, só deu nas vistas quando falhou travagens e saiu de pista na chicane.
Jack Doohan (Alpine A525-Renault) partiu de 19º e terminou em 15º o que só por si é um feito, especialmente porque ninguém desistiu. Todos os 20 carros chegaram ao fim.
Liam Lawson (Red Bull RB21-Honda RBPT) foi 17º, começou em 13º o que significa que esteve modesto, falhando essencialmente na estratégia, pois foi de pneus médios mudando depois para macios, mas não resultou.










