O caso do porpoising tem estado ainda mais “quente” nos últimos dias. Depois do GP do Azerbaijão, o que era aparentemente apenas uma questão técnica, tornou-se numa questão de segurança, como foco nos pilotos que se queixaram de dores nas costas. A FIA não demorou a agir e já delineou um plano para acabar a curto e médio prazo com o efeito. Mas antes disso houve a habitual troca de argumentos entre quem tem um problema a resolver e quem resolveu o problema e não quer perder a vantagem competitiva. Toto Wolff não gostou do que ouviu, especialmente do lado de Christian Horner que deixou no ar que as queixas eram apenas um estratagema:
“Este é um desporto onde se tenta manter uma vantagem competitiva ou ganhá-la, mas esta situação já foi claramente longe demais. Todos os pilotos, pelo menos um em cada equipa, disseram que estavam a sofrer depois de Baku, que tinham dificuldade em manter o carro na pista, ou visão sofriam com desfocada. E os chefes de equipa que tentam manipular o que está a ser dito para manter a vantagem competitiva, e tentar fazer jogos políticos quando a FIA tenta encontrar uma solução rápida para, pelo menos, colocar os carros numa posição melhor, é desonesto.
“Foi o que eu disse. Não estou a falar apenas do Mercedes, todos os carros sofreram de uma forma ou de outra em Baku e ainda acontece aqui. Os carros são demasiado rígidos, ou os carros saltam, como queiram chamar-lhe, porque, de facto, este é um problema comum que estamos a ter na Fórmula 1. É uma questão fundamental de design que precisa de ser resolvida. Temos efeitos a longo prazo que não podemos sequer avaliar. Em qualquer altura, isto é um risco para a segurança, mas depois falarem de pequenas manipulações ou de instruções aos pilotos é apenas lamentável”.










