Como já é habitual, a temporada europeia de Fórmula 1 chega ao fim em Monza, circuito que é sinónimo de rapidez, como atesta o seu apelido: ‘Templo da velocidade’. De facto, é o circuito que conta com o melhor registo da história no que à velocidade média mais alta diz respeito, feito alcançado por Michael Schumacher com uma média de 247,585 km/h, em 2003.
Como resultado, as equipas utilizam os níveis mais baixos possíveis de configuração de aerodinâmica, reduzindo o arrasto. A estabilidade nas travagens e a tração proveniente das duas chicanes são os dois maiores desafios para os pneus nesta pista, bem como as cargas laterais exercidas nas curvas rápidas, como a Parabólica (assim chamada em homenagem a Michele Alboreto) e a Curva Grande.
Depois da Hungria, Monza será o palco de novos testes à Alocação Alternativa de Pneus (ATA), que consiste na alocação de menos dois conjuntos de pneus do que o habitual. A redução de conjuntos permite reduzir as emissões de CO2 durante a produção e o transporte, além de oferecer às equipas e aos pilotos mais opções estratégicas. Também por esta razão, a Pirelli escolheu o trio de compostos mais macios – C3, C4 e C5 – escolha que já surgiu por cinco vezes na presente temporada.
Assim, cada piloto terá apenas 11 conjuntos de pneus slick (três de duros, quatro de médios e quatro de macios) à disposição para o fim de semana. Durante a qualificação, os pilotos podem apenas utilizar um tipo de composto por sessão (a menos que a chuva marque presença): na Q1 será utilizado o composto duro, na Q2 será utilizado o composto médio e na Q3 o composto macio.
No ano passado, verificaram-se oito estratégias diferentes entre os 10 primeiros colocados. Max Verstappen e George Russell (primeiro e terceiro respetivamente) optaram por uma única paragem, enquanto Charles Leclerc – que terminou em segundo – realizou três paragens, a última após um safety car no final da corrida.
O Grande Prémio de Itália é uma das corridas que marca presença no calendário da competição desde o início da F1, em 1950. Apenas por uma vez o Grande Prémio não foi realizado em Monza, quando Ímola sediou a corrida em 1980. Monza foi inaugurado em 1922 e é a segunda pista mais antigas do mundo ainda em utilização, atrás de Indianápolis.
A equipa com mais vitórias em Monza é a Ferrari (19 de um total de 72 Grandes Prémios), e os pilotos com mais vitórias são Michael Schumacher e Lewis Hamilton, com cinco triunfos cada.
Monza produziu diferentes vencedores nos últimos cinco anos. Lewis Hamilton venceu em 2018, Charles Leclerc em 2019, Pierre Gasly em 2020, Daniel Ricciardo em 2021 e Max Verstappen em 2022.
A Pirelli permanecerá em Monza após o Grande Prémio de Itália para alguns dias de testes com a Alpine e a Red Bull. As equipas irão para a pista na terça e quarta-feira (5 a 6 de setembro) para testar protótipos de pneus slick.











