Max Verstappen venceu tranquilamente o Grande Prémio da Hungria, com mais de 33 segundos de vantagem sobre o McLaren MCL60 de Lando Norris, depois de ter ultrapassado o pole sitter Lewis Hamilton nos primeiros metros da corrida.
Norris passou o primeiro turno de condução no terceiro posto, atrás do seu companheiro de equipa Oscar Piastri, mas com duas voltas bem rápidas na altura da sua primeira paragem para troca de pneus, alcançou o segundo posto e conseguiu mantê-lo, apesar de Sergio Pérez ter sido uma ameaça (ainda que ao longe) por algumas voltas. O piloto mexicano fez uma boa corrida e conseguiu recuperar várias posições para terminar a prova húngara no terceiro posto da classificação.
Lewis Hamilton, que não teve um dos seus melhores arranques da carreira, perdeu três posições após a partida, tendo feito uma corrida a tentar reentrar no pódio, mas o ritmo no primeiro turno dos McLaren foi muito forte e depois entrou em jogo Pérez, levando o piloto britânico da Mercedes a terminar fora do pódio, à frente de Oscar Piastri. O piloto australiano fez uma corrida a ‘andar’ para trás após um primeiro turno muito forte, tendo a equipa tentado defender-se através da estratégia do ataque de Sergio Pérez e Lewis Hamilton, mas sem sucesso, tal foi o ritmo mais baixo na fase intermédia e final da corrida.
Fora das lutas pelo pódio e ainda atrás da Red Bull, McLaren e Mercedes em termos de ritmo de corrida, terminaram os dois Ferrari. Devido a uma penalização de 5 segundos por exceder o limite de velocidade no pitlane, que foram adicionados ao seu tempo final, Charles Leclerc perdeu o sexto posto da classificação para George Russell, que fez um último esforço para alcançar os carros italianos. O piloto britânico ultrapassou Carlos Sainz, que terminou na 8ª posição da classificação, em pista e esteve próximo da traseira do Ferrari seguinte, mas nem precisou de tentar a manobra ao piloto monegasco, devido à penalização.
A mais de 4.6s do Ferrari – que tem demonstrado ter perdido terreno para as equipas adversárias – de Carlos Sainz ficou o seu compatriota Fernando Alonso, também num Aston Martin que comprovou algumas dificuldades para acompanhar as equipas da frente, depois do excelente início de temporada. A fechar o top 10 ficou Lance Stroll, enquanto Alexander Albon esteve intratável com os pneus duros do turno final, aguentando Valtteri Bottas atrás de si e que tinha pneus com menos 9 voltas.
Tendo conseguido terminar a corrida com pneus médios com 40 voltas, Daniel Ricciardo foi o 13º classificado da corrida na Hungria, depois de ter começado por ter sofrido um toque de Zhou Guanyu após o arranque e ter saído de pista na curva 1.
Este incidente causado por Zhou foi o mais grave que aconteceu durante as 70 voltas do Grande Prémio. O piloto chinês da Alfa Romeo ficou parado na grelha após o desligar dos semáforos, tendo sido engolido pelo pelotão e na travagem para a curva 1, tocou na traseira do AlphaTauri do regressado Ricciardo, que por sua vez bateu em Esteban Ocon. Os Alpine, que estavam juntos à chegada à primeira curva, tocaram-se entre si e acabaram por desistir no final da primeira volta. Pierre Gasly e Ocon acabam por não somar qualquer ponto na Hungria, na mesma corrida em que a McLaren, equipa rival pelo quinto posto do mundial de construtores, conquistou 28 pontos.
A finalizar a classificação do GP da Hungria ficaram Nico Hülkenberg na 14ª posição, seguido por Yuki Tsunoda, Zhou e Kevin Magnussen. Logan Sargeant acabou a corrida na box, depois de um pião sofrido nas últimas voltas.

Foto: Francois Nel/Getty Images/Red Bull Content Pool










