Podíamos ter escolhido a McLaren como desilusão, por mais uma opção estratégica questionável, que ia arruinando o bom ambiente da equipa. Mas o domínio da McLaren neste fim de semana foi claro e apesar de tudo, a equipa conseguiu o resultado desejado, com a ordem certa de pilotos.
Por isso a desilusão vai para Max Verstappen. A equipa implementou melhorias, que pareciam trazer mais algum ritmo, e os treinos livres davam a ideia que a Red Bull tinha ainda algum andamento no bolso. Mas na qualificação e na corrida, vimos que os Bulls ficaram para trás. E Max Verstappen ficou mal na fotografia.
Voltamos a ter o “Mad Max” de volta. Respostas descabidas para o seu engenheiro, frustração clara, que acabou por comprometer o seu julgamento em certas decisões. O episódio com Hamilton mostra isso. Uma manobra demasiado arriscada, com um piloto com quem já tem historial, que ia arruinando a corrida. Foi uma sorte o Red Bull não ficar parado no fim da reta da meta, depois daquele meio voo. A Red Bull está a perder força, algo que até era expectável olhando aos regulamentos, e não se pode dar ao luxo de desperdiçar a vantagem que foi amealhando. Com a sua postura na corrida húngara, Verstappen mostra que de um momento para o outro, prefere deitar abaixo pontos certos, por uma manobra temerária que lhe vai valer apenas mais uma posição.
A sua postura é louvável, e isso dá o tempero que todos queremos na F1. Mas também mostra que a tal maturidade que íamos vendo nas duas últimas época talvez fosse potenciada pelo sentimento de segurança que a vantagem da Red Bull dava. Agora, verdadeiramente pressionada pela McLaren, a Red Bull terá de voltar a mostrar toda a qualidade que tem. Verstappen é que não precisava de fazer o que fez. Ia arruinando a corrida e perdendo pontos importantes. A frustração e a adrenalina dentro do cockpit são por vezes difíceis de controlar. Mas a um campeão como Verstappen, exige-se um pouco mais, até para defender a sua equipa.










