Dario Marrafuschi, diretor da Pirelli Motorsport, fez o balanço do primeiro dia completo de ação com corrida Sprint em Xangai, sublinhando a importância dos dados recolhidos com os três compostos disponíveis.
O responsável da Pirelli destacou que a estratégia de uma paragem surge como a mais rápida em teoria, com um primeiro stint com médios ou macios e um segundo stint mais longo com duros, embora as equipas mantenham aberta a hipótese de duas paragens caso as circunstâncias da corrida assim o exijam. Marrafuschi lembrou ainda que a degradação do composto mais macio com depósito cheio continua a ser uma incógnita, já que ninguém fez uma simulação longa com o C4 em condições de corrida.
“Hoje, pela primeira vez neste fim de semana, todos os compostos de pneus disponíveis foram utilizados. Isso aconteceu durante a Sprint, onde três carros permaneceram em pista com pneus duros, evitando parar durante o período de safety car e ganhando várias posições como resultado. O Hadjar foi o único piloto em pneus macios, enquanto o restante pelotão alinhou com médios.
Os pilotos que usaram o composto C2 puderam avaliar diretamente o impacto da granulação numa solução que ainda não tinha sido testada. No entanto, os três pilotos que optaram por este composto podem ter limitado as suas opções estratégicas para o Grande Prémio, sobretudo em caso de neutralizações, uma vez que terão apenas um jogo disponível para domingo.
A estratégia de uma paragem é, claramente, a mais rápida para amanhã. A decisão de arrancar com médios ou com macios dependerá, muito provavelmente, da posição de partida na grelha ou da vontade do piloto em adotar uma abordagem mais agressiva na fase inicial. Em ambos os casos, o stint mais longo até à bandeira de xadrez será feito com pneus duros, a montar entre as voltas 17 e 23, ou entre 15 e 21. As duas opções são muito próximas em termos de tempo total de corrida.
Com uma estratégia de duas paragens, as combinações mais rápidas passam por completar os dois últimos stints com dois jogos de pneus duros, desde que as equipas ainda os tenham disponíveis para a corrida. Em teoria, partir com macios parece mais eficaz do que arrancar com médios.
É importante salientar que, nos primeiros dois dias de atividade em pista, nenhum piloto utilizou o pneu de faixa vermelha durante mais de nove voltas, excetuando a tentativa do Hadjar na Sprint, embora essa corrida tenha sido comprometida por danos no seu carro. Por isso, o nível de degradação do C4 com o depósito cheio e ainda um terço da prova por disputar continua por confirmar.”
Foto: Laurent Cartalade /MPSA












