A corrida do GP do Catar foi muito difícil de gerir por parte das equipas, tantas foram as paragens e com a alteração provocada pela decisão da FIA que obrigou os estrategistas a mudar muitas coisas planeadas para a prova. No entanto, quem mais sofreu foi quem estava dentro dos monolugares. Foi frequente a temperatura no Circuito Internacional de Losail atingir valores acima dos 35ºC.
Logan Sargeant foi o rosto mais visível das dificuldades físicas que os pilotos atravessaram nas 57 voltas do Grande Prémio, tendo sido obrigado a desistir antes do final da corrida. Ao contrário do que afirmamos na altura, levados a crer pelas declarações de James Vowles naquele mesmo instante à Sky, o piloto norte-americano precisou de ser visto no centro médico para avaliação pela equipa médica “depois de sofrer de desidratação intensa durante a corrida, enfraquecida por sintomas semelhantes aos da gripe no início da semana”.
Ainda na Williams, Alexander Albon também foi foi levado ao centro médico para ser tratado por “exposição aguda ao calor”, segundo a equipa.
Lance Stroll revelou que o calor que sentiu foi tanto dentro do cockpit, que quase perdeu a consciência. “Estava quase a desmaiar no carro e eles pintaram os corretores e tornaram a pista mais estreita, por isso nem se sentiam [os corretores, respondendo o canadiano à questão das penalização que sofreu no final da corrida por exceder os limites de pista]. O problema é que não se consegue ver para onde se está a ir porque estávamos quase a desmaiar. Eu estava a desfalecer e a 20 voltas do fim”.
Esteban Ocon disse à Sky que vomitou “na volta 15, 16, durante duas voltas, acho eu. Consegui controlar a situação, acho que só mentalmente, tentei concentrar-me exatamente no que tinha de fazer. Nunca me tinha acontecido isso. Sempre fui capaz de fazer duas distâncias de corrida no carro.” Hoje deviam estar uns 80 graus [Fahrenheit] dentro do carro”.
O terceiro classificado da corrida, Lando Norris, afirmou que a F1 encontrou o limite físico dos pilotos. “Acho que hoje provavelmente encontramos o limite. Acho que é triste que o tenhamos encontrado desta forma. […] Uma coisa muito perigosa de acontecer”.
Max Verstappen, sobre este tema, explicou que há mais provas que levam os pilotos ao limite físico, mas no Catar experimentaram temperaturas mais altas e foi ainda mais difícil, pedindo que esta situação seja revista pela Fórmula 1.











