Se nos referimos à forma atual, Lewis Hamilton está numa melhor posição. Na Bélgica, em anos anteriores, foi primeiro na grelha de partida cinco vezes (três delas nos últimos quatro anos), o melhor de todos os pilotos da história da F1 em Spa (Ayrton Senna e Juan Manuel Fangio estão empatados com quatro cada). Isso aliado ao facto de que a última vez que um ‘não-Mercedes’ conquistou a pole em Spa foi Jenson Button em 2012 (curiosamente, a Brawn, equipa de Brackley), e Lewis Hamilton parece cada vez mais favorito.
Mas as coisas podem não ser assim tão simples, e a razão pela qual pode não são tão simples é que, no papel, a Ferrari pode ser a equipa a vencer em Spa.
O seu SF90 é o monolugar mais rápido das três melhores equipas, e a unidade motriz é a que tem mais potência. Em teoria, se a Ferrari conseguir maximizar a sua vantagem nos setores um e três – os mais rápidos de Spa –, pode ter suficiente vantagem em mãos para suportar a provável vantagem da Red Bull e da Mercedes no setor mais lento e técnico de Spa. Mas com diferenças tão pequenas, qualquer coisa pode acontecer…












