GP Bélgica F1: Será desta, Ferrari?

Por a 31 Agosto 2019 16:00

A Ferrari colocou os seus dois carros na primeira linha da grelha de partida, mostrando que a velocidade máxima do primeiro e terceiros setores da pista de Spa foram decisivos nesta qualificação, deixando a ideia que pode ser desta que a Ferrari leva para casa a sua primeira vitória do ano.

Ainda há uma longa corrida pela frente, mas o que se tem visto ao longo deste fim de semana parece indicar que a Scuderia tem aqui uma ótima hipótese de vencer.

Charles Leclerc esteve imperial, melhorando o seu registo na sua derradeira volta cronometrada na Q3, terminando com as dúvidas de quem seria o homem da pole, enquanto Sebastian Vettel logrou bater Lewis Hamilton na sua derradeira tentativa, passando para a frente do inglês da Mercedes. Esta é a quarta pole-position do ano para os homens da Scuderia e a terceira de Charles Leclerc.

O piloto da Ferrari tem estado invicto este fim-de-semana desde a segunda sessão de livres e desta feita bateu Vettel por seis décimos.

Apesar do seu acidente no derradeiro treino livre, que colocou em risco a sua participação na qualificação, Lewis Hamilton contou com o bom trabalho dos mecânicos da Mercedes que lograram terminar a tempo a reparação do Mercedes W10, ainda que tenham tido uma pequena ajuda da Williams, pois aquando do início da sessão, o motor Mercedes do monolugar de Robert Kubica entregou a alma ao Criador e com a consequente interrupção da sessão os homens da Mercedes tiveram ali mais uns minutos que lhes aliviou um pouco a pressão.

Desta forma, Lewis Hamilton terminou na terceira posição e está em boa posição para dar boa luta aos Ferrari, já que Spa é uma pista em que ultrapassar não é problema. Valtteri Bottas foi quarto e está também em boa posição para dar luta aos Ferrari.

Já Max Verstappen, que foi quinto com o seu Red Bull Honda, ficou a mais de um segundo do melhor Ferrari, uma diferença demasiado grande para lhe permitir vencer em Spa, em condições normais.

Não se espera chuva, ou mesmo grande mudanças das condições de pista (ainda que a temperatura vá baixar significativamente) pelo que a tarefa do holandês não será fácil. De qualquer forma, apoio nas bancadas não lhe falta, já que são várias as dezenas de milhar de holandeses presentes em Spa.

De seguida ficaram colocados os dois Renault, com Daniel Ricciardo a terminar a sessão com quase três décimos de vantagem sobre Nico Hulkenberg em sexto e sétimo lugares, respetivamente.

No entanto, os dois pilotos da Renault vão sofrer cinco lugares de penalização na grelha de partida pois o australiano e o alemão já usaram as alocações máximas de motores de combustão interna.

A dupla da Renault junta-se assim a Alexander Albon e a Daniil Kvyat, que serão os primeiros pilotos da Honda a usar a quarta versão do motor nipónico.

Kimi Raikkkonen colocou o seu Alfa Romeo no oitavo lugar, muito perto de Hulkenberg e na frente do Racing Point de Sergio Pérez, que viu ser novamente montado um motor Mercedes de especificação antiga, já utilizado após a falha de sexta-feira.

Kevin Magnussen, piloto da Haas, completou o Top 10, com o seu colega de equipa, Romain Grosjean, logo a seguir.

Lando Norris colocou o seu McLaren na 12ª posição, na frente do Racing Point de Lance Stroll, que tem também uma penalização para cumprir devido a troca de motor, e vai igualmente arrancar do final da grelha.

O recém-promovido piloto da Red Bull, Alex Albon, como já referimos, também tem de cumprir uma penalização devido a ter uma nova especificação do motor Honda, nem sequer gastou pneus novos, não se tendo, por isso ficado a perceber onde pode ir com este seu novo Red Bull.

Antonio Giovinazzi foi 15º, mas viu o motor Ferrari do seu Alfa Romeo calar-se na descida do Raidillion, incidente que interrompeu a sessão e determinou de imediato os pilotos eliminados. um deles foi o recém regressado à Toro Rosso, Pierre Gasly.

Carlos Sainz, piloto da McLaren foi outro dos surpreendidos, pois na primeira ‘ronda’ de voltas não esteve à altura. De qualquer forma, o espanhol tem de cumprir uma penalização de cinco lugares na grelha depois de ter introduzido o mais recente motor Renault no início do treino. Portanto, não fez grande diferença.

Daniil Kvyat, que tem uma penalização para cumprir, foi 18º à frente do Williams de George Russell. Robert Kubica nem sequer registou um crono.

Acredita-se que a corrida de amanhã pode ser bem interessante, como muitas vezes sucede em Spa, pista que está entre as mais apreciadas pelos pilotos de Fórmula 1, com a sua mistura de longas retas e curvas rápidas, permitindo que levem os seus carros ao limite das suas capacidades. O Eau Rouge é, sem dúvida, a sequência de curvas mais famosa do mundo, e esta é uma pista que costuma ‘devolver’ grandes corridas. .

A Ferrari parece ter alguma vantagem, mas rapidez é uma coisa, mas não tudo e as estratégias, para além do que suceder após a partida, pode ter muita influência no desenho da corrida.

Se os Ferrari arrancarem bem e antes do DRS estiverem fora de alcance, então podem rumar a uma corrida descansada, mas sem ter vencido até aqui, ao contrário da Mercedes, 10 vitórias e Red Bull, duas, isso pode jogar contra si, já que a pressão de vencer é maior a cada Grande Prémio que passa. De qualquer modo, se tivéssemos que apostar, seria num dos dois Ferrari.

O Alfa Romeo de Kimi Raikkonen está bem posicionado para um bom resultado, ou não fosse o finlandês o piloto mais vitorioso do plantel atual, em Spa, os Racing Point costumam andar bem, eles que o ano passado colocaram os seus dois carros em terceiro e quarto na grelha do GP da Bélgica de F1.

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