Quem olha só para as folhas de tempo é bem capaz de estar a ‘estranhar’ a Ferrari, pois tem não só a Red Bull, bem como também a Aston Martin à sua frente, mas a verdade é que, quando ‘escavamos mais fundo’ outros dados surgem. Charles Leclerc disse no fim do segundo treino livre que a sensação dentro do carro é “melhor que nos testes” e embora tenha admitido que os treinos provaram que Red Bull parece “bastante à frente” com a Aston “muito forte, também”, o monegasco sente que a Ferrari deu um passo em frente e está na luta.
Leclerc admite mesmo que podem ter “desempenho para a pole”, e os dados suportam essa linha de pensamento, embora, com margens tão pequenas possa haver erro na análise.
Ou seja, a Red Bull está claramente à frente, mas a Ferrari, e talvez mesmo Alonso embora ele não o admita, podem lutar pela pole, embora os dois Red Bull, especialmente o de Max Verstappen seja claramente o favorito.
Por outro lado, historicamente, Charles Leclerc costuma andar muito bem no Bahrein, e também por isso pode sentir que lá pode chegar.
Já em ritmo de corrida, as coisas parecem, para já estar mais difíceis para a Scuderia. O ritmo de corrida é o que verdadeiramente interessa, porque ninguém ganha corridas na qualificação. Pode ajudar muito, mas não é decisivo.
Charles Leclerc admite que o ritmo de corrida é a área onde a equipa “tem mais trabalho para fazer”. A degradação dos pneus parece ser ainda um desafio, e isso pode dificultar-lhes (muito) a luta com a Red Bull. Seja como for, a Ferrari está a meio segundo, e é a principal rival da Red Bull.













