Lewis Hamilton deixou ontem bem claro pelas suas palavras que o problema da Mercedes pode estar no conceito escolhido e se assim for, a equipa que produziu um trabalho antes de 2014, que lhe permitiu vencer anos a fio, trabalhando em cima do que de bom tinham feito, falhou quase por completo a mudança de era em 2022, e pelo que se viu até agora, pode ter voltado a insistir no erro. Se é teimosia, ou apenas crença no trabalho que foi feito, só eles sabem, mas Lewis Hamilton está muito preocupado: “nos stints longos, estamos bastante perto da Ferrari, a Aston Martin foi a segunda e nós estamos entre a terceira e a quarta posição. Portanto, estamos mais ou menos onde estávamos no ano passado, se não mesmo um pouco mais atrás. Mas tenho de ter esperança. Houve bons progressos durante o ano passado, mas a diferença não era tão grande como agora. Se acredito que podemos colmatar a lacuna em algum momento? Sim, mas penso que é bastante difícil com o conceito que temos”.
Em ritmo de qualificação, a Mercedes está em quarto lugar, a 0.57s da frente, atrás da Red Bull, Ferrari e Aston Martin. Em ritmo de corrida, Hamilton considera que a Mercedes está “bastante perto da Ferrari”, mas os dados sugerem que há razões para mais otimismo na Mercedes, uma vez que a degradação dos pneus parece ser melhor do que a da Ferrari e Aston Martin. Até pode ser positivo nesse aspeto, mas a Red Bull não é mencionada, porque está bem mais à frente e por isso nem sequer é ‘assunto’…
A Mercedes pode estar em terceiro lugar nas simulações de corrida, 0.57s atrás da Red Bull, e cerca de um décimo mais lentos do que a Ferrari, o que significa que, embora a qualificação possa ser difícil, a degradação menor dos pneus e uma uma pista onde se pode ultrapassar, isso significa que é possível, pelo menos, um pódio.













