A Aston Martin tem neste momento o segundo carro mais competitivo em corrida da grelha da Fórmula 1 e até as equipas adversárias melhorarem os seus monolugares, podem somar pontos importantes para o campeonato de construtores. Enquanto a Ferrari tem problemas com o desgaste dos pneus – mais do que a questão que levou ao abandono de Charles Leclerc – a Mercedes tem falta de ritmo tanto em qualificação como em corrida. Não conseguiram aguentar o AMR23 de Fernando Alonso – Russell foi incapaz de recuperar a posição a Lance Stroll – nem Lewis Hamilton foi capaz de ter o ritmo de Carlos Sainz no final da corrida, depois da luta com Alonso que obrigou a um esforço redobrado dos pneus do Ferrari. Caso Leclerc terminasse a corrida e Lance Stroll tivesse fisicamente a 100% qual seria a classificação da Mercedes? O W14 pode ser uma evolução boa do W13, mas a Mercedes tem pouco de positivo para retirar desta corrida. O conceito parece não funcionar e talvez esta opção da equipa técnica tenha que ser posta em causa e pedir-se consequências. 2023 começa da mesma forma que a temporada passada e isso não é nada bom.
Na Aston Martin é hora de festejar o pódio de Alonso, mas pensar se na próxima corrida, num circuito diferente deste onde ocorreram os testes de pré-temporada também, podem ser tão competitivos quanto no Bahrein.









