Oscar Piastri (McLaren MCL38-Mercedes) vence o GP Azerbaijão F1 depois de uma grande corrida que teve um final dramático, com um acidente entre Carlos Sainz e Sergio Pérez.
Charles Leclerc (Ferrari SF-24) foi segundo e George Russell (Mercedes W15) terminou em terceiro, um pódio totalmente caído do céu, depois de ‘desaparecerem’ da sua frente dois carros na penúltima volta.
Grande corrida a que assistimos neste GP Azerbaijão F1, com boa parte a ser travada por três pilotos de três equipas distintas: Oscar Piastri (McLaren MCL38-Mercedes), Charles Leclerc (Ferrari SF-24) e Sergio Pérez (Red Bull RB20 Honda RBPT), que depois das idas às boxes para troca de pneus rodam sempre juntos, um décimo mais, outro menos, com Charles Leclerc a tentar por diversas vezes passar o piloto da McLaren, com os dois homens da frente a deixarem escorregar os seus carros diversos sítios, mostrando claramente que estava a dar tudo por tudo pelo triunfo na corrida.
Como se não bastasse a quatro voltas do fim, Carlos Sainz juntou-se à ‘festa’. A três voltas do fim, Leclerc ‘ficou sem pneus traseiros’ e cedeu na luta, nas últimas voltas, sanduíche de Red Bull com Perez no meio de Leclerc e Sainz.
Sergio Pérez tentou passar Leclerc na volta 50, o monegasco travou tarde na primeira curva, manteve a posição e apertou Pérez, Sainz aproveitou para passar por dentro e depois da curva seguinte ‘engalfinharam-se’ e ficaram lá os dois com George Russell a subir a terceiro e Lando Norris a quarto.
A corrida terminou sob Safety Safety Car virtual com Lando Norris em quarto na frente de Max Verstappen, e dois Williams no top 10. Fernando Alonso foi sexto na frente de Alex Albon e Franco Colapinto, com o top 10 a ficar fechado com Lewis Hamilton e outro rookie, Oliver Bearman.
Grande corrida de Oscar Piastri (McLaren MCL38-Mercedes) a mostrar cada vez mais que se por agora deve ajudar Lando Norris, muito provavelmente, muito rapidamente será ele na posição de lutar pelos títulos, não são pelo que fez hoje, claro, mas pelo que cada vez mais vem mostrando.
Susteve bem Charles Leclerc atrás de si, que bem tenou passar o australiano da McLaren sem o conseguir, e sempre com uma ‘defesa’ totalmente correta por parte do piloto da McLaren.
Piastri andou a fase inicial da corrida atrás de Leclerc, na volta 20 passou-o com uma grande ultrapassagem, travando muito tarde, depois disso, três carros ficaram juntos na frente numa batalha pela liderança, mas Piastri nunca meteu um pneu fora do sítio e venceu com todo o merecimento.
Charles Leclerc (Ferrari SF-24) foi segundo, partiu da pole, aguentou o primeiro lugar e na volta 20 perdeu liderança para Piastri. Segui-o de perto, sempre, mas três voltas do fim ficou sem aderência nos pneus traseiros para arriscar nova ultrapassagem, ainda foi pressionado por Sergio Pérez,mas defendeu-se bem e manteve o segundo lugar.
Sergio Pérez (Red Bull RB20 Honda RBPT) e Carlos Sainz (Ferrari SF-24) lutavam pelo lugar mais baixo do pódio, depois do mexicano ter tentado passar Leclerc sem o conseguir. Com isso, ficou exposto a Sainz, que o passou após a primeira curva, aproveitando a confusão com Leclerc mas na reta seguinte, tocaram-se e terminaram ambos no muro, fazendo com que tenha sido despoletado um Safety Car Virtual, com a corrida a terminar dessa forma. É difícil neste momento atribuir culpas, mas isso também é o que menos importa, pois o ‘mal’ está feito e ambos perderam um bom resultado .
Sergio Pérez (Red Bull RB20 Honda RBPT) passou Carlos Sainz logo na 1ª volta, ficou atrás dos dois da frente durante muito tempo, e já perto do final estava na luta, pois com DRS poderia não só passar Leclerc como depois ir atrás de Piastri, mas não só nunca conseguiu suplantar o piloto da Ferrari, só tentando quando este ficou sem pneus, mas acabou no muro pois Sainz estava à espreita e acabaram por lá ficar os dois. Merecia o pódio.
Já Carlos Sainz Jr. (Ferrari SF-24) fez oseu trabalho, recuperou, manteve-se por perto dos três da frente e foi atrás da oportunidade quando esta surgiu. Correu mal para ambos.
Antes, perdeu uma posição após a partida a meio da corrida estava a 9.6s de Perez, recuerou, mas acabou no muro.
George Russell (Mercedes W15) terminou em terceiro, mas a Mercedes foi claramente apenas a quarta força nesta corrida. O pódio leva a que seja muito melhor o resultado do que a exibição. Perdeu uma posição após a partida, depois ficou preso atrás de Max Verstappen, e do grupo que não foi às boxes, e prolongou a sua estadia em pista. Só passou Verstappen na volta 34 e no final herdou o terceiro lugar, quando era quinto.
Vindo lá de trás na grelha, Lando Norris (McLaren MCL38-Mercedes) terminou em quarto, na frente de Max Verstappen a quem ganhou mais uns pontos, muito menos do que poderia ter ganho, o que se prova pelo triunfo de Piastri. É verdade que teve azar na qualificação, ao ser eliminado na Q1, mas faz parte da F1, deste vez calhou-lhe a ‘fava’ da eliminação com dois fatores que o tramaram, uma bandeira amarela ‘escusada’ e um carro lento à frente.
Seja como for, o quarto lugar acabou por ser um bom minimizar de danos, ainda que tenha passado mais um grande prémio em que só recuperou três pontos a Verstappen. Ainda tem tempo, mas não pode perder muitas mais oportunidades.
Na corrid,a na volta 8 já estava no top 10, prolongou a presença pista com pneus duros, na volta 38 foi à boxe para pneus médios, e passou Verstappen na volta 49. Depois, herdou duas posições na antepenúltima volta…
Ainda não foi desta que a Red Bull alterou o estado das coisas, mas desta feita a equipa não esteve tão mal como em corridas anteriores. Ainda minimizou as coisas em ‘casa’ com o 2º lugar de Zandvoort, mas a bitola atual, sua, como da equipa, é entre o 4º e o 6º lugar. Atrás de dois McLaren, dois Ferrari e eventualmente, Mercedes. Hoje, Max Verstappen (Red Bull RB20 Honda RBPT) passou Russel na 1ª volta, na volta 25 estava ‘preso’ atrás Norris, que ainda não tinha trocado pneus, na volta 33 foi passado por George Russell, em mais um corrida que reflete bem o que pode fazer agora.
Fernando Alonso (Aston Martin AMR24-Mercedes) foi sexto e assegurou o seu melhor resultado desde o Canadá, melhor só mesmo na Arábia Saudita, mas não era em sexto que iria ficar, mas sim em oitavo, sem o acidente de Sainz e Pérez.
Se há uma equipa que surpreendeu, foi a Williams, que colocou os seus dois pilotos nos pontos, e obteve o seu melhor resultado de conjunto do ano. Alexander Albon (Williams FW46/Mercedes) foi sétimo na frente de Franco Colapinto (Williams FW46 Mercedes), com o jovem argentino a fazer uma bela corrida, depois duma boa qualificação a questão que se coloca é porquê Logan Sargeant esteve tanto tempo na F1. Com este resultado a Williams deu um bom salto nos Construtores.
Lewis Hamilton (Mercedes W15) partiu do pitlane e terminou em nono, mas teve uma corrida completamente amorfa, os Mercedes foram uma desilusão face ao que se esperava em termos de andamento, e ter um carro no pódio foi uma ‘dádiva’…
Outra bela prestação foi a de Oliver Bearman (Haas VF-24 -Ferrari) que em duas corridas na F1, uma com a Ferrari, outra com a Haas, pontuou nas duas. No campeonato, com apenas dois Grandes Prémios, tem atrás de si seis pilotos. Notável.
Para lá de Carlos Sainz e Sergio Pérez, Yuki Tsunoda (RB) e Lance Stroll (Aston Martin) foram os únicos abandonos e devido ao toque de ambos no início da corrida que se repercutiu bem mais à frente.
Devido a ter feito a volta mais rápida, Lando Norris recuperou três pontos a Verstappen, reduzindo a diferença ‘só’ para 59 pontos.












