Foram apenas duas voltas mais depois do recomeço da corrida, aquando da paragem da corrida devido ao acidente de Max Verstappen. Duas voltas frenéticas, em que Sergio Perez liderou o pelotão até à vitória, Lewis Hamilton perdeu a oportunidade de ficar líder do campeonato, Sebastian Vettel chegou ao segundo posto e Pierre Gasly subiu ao pódio.
Michael Masi, que teve um GP do Azerbaijão trabalhoso (como se não fossem todos para o diretor de prova), teve de responder à McLaren “curto e grosso”, que pudemos ouvir na transmissão e depois do término da corrida, esteve sob os holofotes. A grande questão para alguns, era se deveria ter havido recomeço ou não. Se não tivesse havido, o resultado para alguns pilotos era muito diferente.
Por exemplo, Pierre Gasly afirmou no final que “os americanos tomaram conta [da F1], por isso não fiquei realmente surpreendido se pensar primeiro no entretenimento”.
Masi respondeu mais tarde. “Felizmente, há já alguns anos que temos o regulamento sobre a suspensão da corrida. Antes, quando uma corrida parada com bandeiras vermelhas após uma certa distância (e não reiniciada), voltava duas voltas atrás e assim por diante. Mas obviamente com o elemento da suspensão da corrida, sim, há uma opção de não recomeçar. Mas dentro do prazo e do formato do regulamento, podemos recomeçar, e não havia razão para não o fazer”
O diretor de corrida ainda explicou porque não fez o mesmo no acidente de Lance Stroll. “Obviamente, a meio da corrida, havia tempo mais do que suficiente e espaço, no lado direito da pista quando estávamos a trabalhar, e confiança na forma como isso podia ser limpo dessa forma. Como eu disse, ao olhar para tudo, não estávamos confiantes de que a recuperação na reta da meta e a quantidade de detritos que estava em todo o lado pudessem ser limpos no tempo apropriado [em relação ao acidente de Verstappen]. Por isso achámos que era do melhor interesse do desporto suspender e depois recomeçar nessa circunstância”.











“Interesse do desporto” aka “queriamos o Hamilton na frente do campeonato”…
Ora nem mais, por isso recomeçou a ver se colocavam Mercedes e Hamilton na frente de novo no campeonato, há dúvidas? Completamente de acordo.
Leio cada patetada aqui.
Como se o Hamilton não passasse para a frente do campeonato se a corrida fosse interrompida com ele em 2º lugar… Francamente, essa afirmação não faz qualquer sentido.
Charlie Whiting foi muito contestado (pelo menos neste site), mas está a deixar saudades. É verdade que aquelas duas voltas foram sensacionais, mudaram grande parte da classificação, até deixaram a luta pelo título no ponto em que já estava, mas com Charlie Whiting a corrida não teria sido retomada, talvez até nem tivesse sido interrompida. Independentemente da questão bandeira vermelha / recomeço, o mais grave foi a demora em despoletar o safety car, tanto com o Stroll, como com o Verstappen. Em ambas as situações esteve demasiado tempo só em bandeira amarela, quando toda a gente viu que o SC… Ler mais »
Quando abrir a vaga para novo diretor de prova não se esqueça de mandar currículo.
E depois, se ganhasse, tinha aqui o site todo a bater-me. Não… não vos vou dar esse gostinho 🙂 🙂
“havia tempo mais do que suficiente e espaço, no lado direito da pista quando estávamos a trabalhar, e confiança na forma como isso podia ser limpo dessa forma”
Mas que bela treta, o acidente de Max foi na parte mais larga da pita, e o acidente de Strol foi bem pior que o de Max/…
Foi a justificação possível para não perderem a face, só que o Massi se esqueceu que todos ouviram o pedido da Red Bull para bandeira vermelha..
Não concordo absolutamente nada, a FIA não deve ter estas atitudes completamente aleatórias que justificam por completo as desconfianças de alguns adeptos. Já a história dos limites de pista no Bahrein foi uma salgalhada incompreensível e ontem voltamos a assistir a uma cena bizarra. Não compliquem o que é fácil, nem inventem artificialmente formas de nos dar mais “SHOW”, nem todos gostamos de levar baile.
O objetivo foi falhado que era colocar Hamilton e Mercedes na liderança em ambos os campeonatos de novo mas como disse Alonso à uns anos “Karma” e saiu o tiro ao lado.
Não vou por aí. Se fosse essa a intenção, não tinham recomeçado, nem, talvez, interrompido a corrida, tinham seguido em safety car até ao fim, que era o suficiente para o Hamilton retomar o comando. Quanto aos construtores, não iria adiantar, a Mercedes vai perder o título mesmo.
Nem na NASCAR se fazem jogadas destas.
.”Interesses” do desporto com aspas claro.Ou interesses de algum ou de alguns?
Aquilo que fizeram é feio e desvirtua ainda mais aquela coisa tão estragada e poluída que se chamava “verdade desportiva”. Não é correcto nem é coerente.
Pelos vistos as chamadas “regras” vão sendo afeiçoadas ao sabor “dos ventos dominantes”. E vamos continuar a assistir a isso. Não estraguem um campeonato que promete ser dos melhores dos últimos anos.
Só mesmo para quem anda a dormir ou desatento.
Foi do interesse da Netflixização da F1. Depois das corridas sprint falharem, vão fazer corridas de 20 voltas com Bandeira vermelha de duas em duas voltas e com partida da grelha…
ops… não serão corridas … serão qualificações, só dão pontos na Netflix. E os clientes que as verem têm direito a um desconto de 1 aério na mensalidade 4k do Netflix…
GENTES, SE A CORRIDA NÃO RECOMEÇA O QUE CONTAVA ERA CLASSIFICAÇÃO DA CORRIDA ANTES DA ULTIMA VOLTA COMPLETADA. LOGO O MAX FICARIA COM 1ºLUGAR, POIS FORAM TODOS PARA A PIT NA VOLTA SEGUINTE, NÃO COMPLETANDO A VOLTA. LOGO SIM RECOMEÇAR COM 2 VOLTAS FOI PELO ESPECTACULO, MAS ACIMA DE TUDO PARA O HAMILTON PASSAR PARA FRENTE.