Foi surpreendente? Talvez. Não se imaginava que a Red Bull fosse ultrapassada pelos dois Mercedes em tempos no treino livre 2. E porque aconteceu isso? As opiniões divergem, mas vamos dar a nossa opinião.
As condições entre a manhã e a tarde alteraram-se. Durante o TL2 a temperatura ambiente baixou um pouco e até chegou a chover. Não foi sequer necessário trocar os pneus slicks por outros, mas a verdade é que baixou a temperatura da pista. Coisa que não chegou a acontecer na sexta feira passada, quando Max Verstappen se mostrou mais rápido que todos os outros. Os pneus também são ligeiramente mais macios – lembramos que a Pirelli decidiu colocar à disposição para as duas corridas na Áustria, conjuntos diferentes de compostos – isso pode beneficiar algumas equipas neste fim de semana.
Fazendo a análise por setores, Lewis Hamilton ganha tempo em todos os setores, mas a maioria da sua vantagem é alcançada no primeiro setor, que é caracterizado pela reta da meta, a curva 1 e nova reta. 56% da sua vantagem é conseguida nesse setor, segundo contas do site gpblog.com. Daniel Ricciardo foi o homem mais rápido nesse setor durante a sessão, aos comandos de um McLaren com motor Mercedes. Pode a Mercedes ter encontrado algo na sua unidade motriz que os torna mais rápidos hoje que na semana passada nas retas?
A nossa opinião é que as condições de pista mais frescas e os compostos mais macios dão alguma vantagem à Mercedes, mas parece-nos que a Red Bull não mostrou tudo o que pode fazer. A Mercedes pensa o mesmo, segundo Toto Wolff e Lewis Hamilton.
Veremos como se comportam todos os carros no terceiro treino livre de amanhã e mais importante, na qualificação.












