Alexander Albon bateu nas proteções do circuito de Albert Park levando a corrida a ser interrompida sob bandeiras vermelhas depois de um curto período de Safety Car em pista. Os restantes pilotos pararam no pitlane e quando a direção de corrida deu ordem para se recomeçar a prova com uma partida estacionária na grelha de partida, os carros saíram da via de acesso às boxes atrás do SC. Nessa volta houve muita confusão depois de alguns pilotos quase pararem os seus carros em pista, enquanto outros tiveram de efetuar manobras evasivas por cima da gravilha e da relva para não lhes baterem. Este procedimento ficou sob investigação do Colégio de Comissários Desportivos, que decidiram após a corrida não tomar qualquer ação, mas apontaram o dedo ao regulamento e à forma como é feita a saída para a pista.
Pode ler-se na decisão do CCD, que “o primeiro carro em fila atrás do Safety Car pode ‘ditar o ritmo e, se necessário, ficar mais um comprimento de dez (10) carro atrás’. Neste caso, o carro 44 HAM [Lewis Hamilton] foi o primeiro carro da fila e quando o Safety Car apagou as luzes na curva 6, ditou o ritmo, indo muito devagar (uma vez que o regulamento lhe dá o direito de o fazer). O carro 63 RUS [George Russell], partiu lentamente do via das boxes e assim que saiu do pit lane acelerou para encurtar a margem. Isso fez com que os outros carros atrás dos RUS ficassem atrasados na saída do pit lane e também tiveram de acelerar. Quando o RUS e os carros de trás apanharam os carros da frente, estavam com um delta de velocidade significativa entre os dois grupos, resultando numa situação em que uma série de carros tiveram de tomar medidas evasivas”.
O comunicado dos Comissários adianta ainda que “esta não foi de todo uma situação ideal de um ponto de vista de segurança. Embora o arranque de RUS tenha sido lento, dado que ele teve de manter a velocidade do pit lane até que saiu da via das boxes e acelerou imediatamente para encurtar a diferença, nós consideramos que não seria necessário ou apropriado penalizar RUS por começar a partir do pit lane. Por conseguinte, não tomamos mais nenhuma ação”.
Os Comissários da FIA apontam o dedo às regras em vigo e que permitem que o carro da frente dite o ritmo, apesar de se tratar de uma saída dos carros para formarem na grelha de partida para o recomeço. “Consideramos que parte do problema é o regulamento que permite que o carro da frente defina o ritmo mesmo quando o reinício é feito com um arranque estacionário e os carros saem do pit lane (como é feito num arranque lançado). Talvez deva ser analisado no futuro para ver se esta situação é apropriada para um recomeço desta natureza”, lê-se no documento.










