A Alpine iniciou a nova era da Fórmula 1 com um ponto conquistado por Pierre Gasly no 10º lugar e um susto considerável para Franco Colapinto na partida do Grande Prémio da Austrália. O argentino teve de reagir em frações de segundo a um arranque muito lento de Liam Lawson, rodando entre a traseira do Racing Bulls e o muro das boxes para evitar um acidente logo na grelha, antes de ver a sua corrida comprometida por uma penalização de stop‑and‑go por irregularidade na formação da grelha.
Gasly, por seu turno, converteu uma estratégia agressiva em pneus duros num resultado positivo para a equipa de Enstone, ao completar 46 voltas com o mesmo conjunto de C3 depois de parar sob um dos primeiros períodos de Virtual Safety Car e resistir à pressão de Esteban Ocon nas voltas finais.
Gasly fala em “ponto muito sofrido” e novo tipo de corrida
No fim, Pierre Gasly descreveu o 10º lugar como “um ponto muito sofrido” e destacou que foi “uma tarde longa ao volante”, marcada por um bom arranque, várias lutas em pista e algum dano no carro devido a contactos, que impediu a Alpine de mostrar todo o potencial. Sublinhou que, com “algumas circunstâncias” a seu favor, poderia ter lutado por posições mais acima.
O francês considerou ainda que a nova geração de carros trouxe “desafios diferentes”, com “muitas táticas e fatores” adicionais em jogo, e falou em “novos truques” que a equipa terá de aprender e aplicar já no próximo fim de semana, no formato Sprint da China.
Colapinto penalizado, mas encorajado com o ritmo de corrida
Franco Colapinto terminou em 14º e admitiu que, olhando apenas ao resultado, não ficou onde a equipa gostaria, mas destacou “aspectos positivos” no ritmo de corrida e nos dados recolhidos. O argentino explicou que a penalização por infração na grelha o impediu de lutar mais à frente e assumiu o episódio como responsabilidade coletiva, sublinhando que “ganha‑se e perde‑se em equipa”.
Relatou ainda que esteve “perto de acabar a corrida logo no início”, ao quase embater na traseira de Lawson, conseguindo desviar para a direita “no último instante” e passar entre o carro do neozelandês e o muro, tocando ligeiramente na parede mas sem danos relevantes. Apesar do desfecho modesto, considerou encorajador o comportamento do carro “em configuração de corrida”, comparável ao de outros conjuntos do meio do pelotão, e elogiou Gasly pelo ponto somado.
Alpine assume erro operacional e aponta à China
Steve Nielsen, diretor‑geral da Alpine, valorizou o ponto conquistado como “um bom resultado” numa corrida “muito ocupada” para Gasly, que exigiu “resiliência e habilidade” num contexto em que “tantos fatores” entram agora na gestão de prova. Reconheceu que um “erro operacional” obrigou Colapinto a cumprir a penalização na grelha, acabando com qualquer hipótese de pontos, e assumiu o episódio “de olhos abertos”, pedindo desculpa ao argentino por algo “fora do seu controlo”.
Nielsen destacou ainda que Melbourne foi “um Grande Prémio muito particular”, com táticas novas e abordagens distintas à corrida ao longo do pelotão, e descreveu a prova como “dia um” da nova era da Fórmula 1. O foco, garantiu, vira‑se agora para o Grande Prémio da China em formato Sprint, onde a Alpine terá de estar “imediatamente à altura” num fim de semana mais compacto.
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