Muita gente anda acirrada pela forma como a Ferrari venceu o GP da Austrália de F1, chegando-se ao ponto de se falar em ‘caldinho’ com a Haas, mas pouco se falou da forma como Kimi Raikkonen passou de perseguidor do líder, Lewis Hamilton a terceiro classificado na corrida.
A conversa via rádio entre Raikkonen e o seu engenheiro de corrida, Carlo Santi não deixa margem para dúvidas quando ao, digamos, ‘desconforto’ do finlandês:
Santi: “Precisamos de mais espaço, Kimi, Seb está a fazer voltas de 28.5 e tu 28.7.
Raikkonen: “Ele já não parou?”
Santi: “Não, ainda não…”
Raikkonen: “**** e dizes-me isso agora? Primeiro dizes que não estamos com pressa, não me lixes (com ‘F’) com isto…”
Santi: “Estamos bem Kimi, 28.5 o objetico é 28.5…”
Pouco depois, seguiram-se os momentos decisivos da corrida, e Raikkonen era segundo atrás Lewis Hamilton, e estava mais perto do inglês, mas dez minutos depois, já era terceiro, com Vettel na frente…
Como se pode perceber, ninguém disse a Raikkonen o que estava a acontecer com o seu colega de equipa, muito menos como o estava a fazer.
Basicamente, e muito resumidamente, ao prolongar a sua estadia em pista, Vettel viu-se na frente da corrida sem ter ainda ido às boxes e o facto do pelotão andar mais devagar em pista devido ao Safety Car Virtual, permitiu ao alemão trocar de pneus e continuar na frente…
E quem se ‘lixou’ foi… Raikkonen. Era muito simples, se a mesma tática tem sido utilizada com o finlandês, prolongar o seu stint, e partindo do princípio que o mesmo sucederia com a Haas, quem ganhava a corrida era Raikkonen.
Mas também é verdade que a Mercedes marcou Raikkonen, com Hamilton a rumar às boxes pouco depois do finlandês, e com Bottas muito lá para trás, não pode marcar os dois pilotos da Ferrari. Portanto a derrota da Mercedes começou no sábado quando Bottas se despistou…










