Fernando Alonso foi eliminado na Q2 e logo nas primeiras imagens que vimos, o espanhol gesticulou bastante, sinal que não estava satisfeito com algum adversário. Depois foi visível que Alonso foi bloqueado por Daniel Ricciardo na sua tentativa de volta rápida.
“Não posso acreditar, vamos começar nesta posição [11º lugar], é um claro bloqueio”, adiantou o piloto à sua equipa após o fim da Q2. Depois da sessão, o piloto da Alpine avançou com declarações mordazes sobre o diretor de corrida e à equipa adversária, neste caso a McLaren.
“Infelizmente, não temos ninguém a averiguar isto”, disse Alonso à The Race sobre o episódio. ” O diretor de corrida é demasiado brando. Se nos deixarem brincar nas voltas de saída, vai ser sempre uma confusão. Precisamos de um árbitro para nos proteger e, de momento, não o temos. Então, no próprio tráfego, a culpa é da McLaren, da equipa ou do piloto, o que quer que seja. Mesmo que haja muito tráfego na volta de saída, é preciso sair da frente quando um carro rápido está a chegar. Ele não se mexeu. Na Áustria, o Vettel teve [penalização] três lugares, por isso espero um mínimo de três lugares ou mais. A nossa equipa é muito perspicaz em dizer-nos quando um carro mais rápido está a chegar, por isso não tive investigações por impedimento durante todo o ano, por isso os outros também têm de ser capazes de o fazer”. Alonso adiantou ainda que “as pessoas que não são perspicazes são investigadas. Normalmente recebem penalização, mas isto é outra coisa, é muito aleatório“.
Fernando Alonso não se ficou por aqui e explicou que sente que o envolvimento dos comissários está pior agora do que antes de abandonar a Fórmula 1 em 2018. “Muito pior do que 2018. Não há regras. Não para a ultrapassagem, não há tempos mínimos a respeitar, há na primeira volta, muitos movimentos estranhos fora da pista. Reclamei na primeira metade do campeonato, depois mudei de atitude, depois estava a fazer o mesmo, e agora já não tenho corridas para bloquear ninguém, não está no meu coração”.









