A Williams está a definir as bases para o futuro e está a testar com Robert Kubica e Paul Di Resta para avaliar a capacidade dos pilotos. Felipe Massa é outro dos homens que está na equação e parece não estar muito contente com a situação atual. Referir a palavra ‘futuro’ num contexto em que se referem estes três pilotos parece um contrasenso, mas é o que é…
O brasileiro afirmou recentemente de forma clara que não acredita que Kubica tenha capacidade para aguentar uma época na F1, dada a exigência física de algumas pistas e que Di Resta nem devia ser opção pelo desempenho que teve no DTM.
São palavras fortes e diretas do brasileiro que quer manter-se na F1 e que segundo ele, tem o apoio dos mecânicos e engenheiros da equipa. O problema é que não são estes que mandam…
A questão de Kubica é pertinente. O seu talento está acima de qualquer suspeita mas a sua condição física não é a melhor e todos pudemos ver o nível de esforço e treino a que os pilotos se sujeitaram para estar na máxima força nesta época.
O polaco terá de pilotar virtualmente com apenas uma mão, facto realçado por Massa, que apontou as exigências físicas de algumas pistas para pôr em causa a capacidade de Kubica. Para além disso, por algum motivo foi descartado pela Renault, e não foi certamente por causa da sua rapidez.
Há ainda a questão dos fins-de-semana seguidos que impedem uma recuperação completa. E por fim são vários os casos de regressos à F1 que não foram bem-sucedidos. Basta lembrar Michael Schumacher, que ficou apenas um par de anos afastado e não conseguiu mostrar a mesma competitividade do passado.
Quanto a Di Resta as palavras foram provavelmente pouco elegantes para um piloto que é seu colega de equipa, mas não deixa de ser verdade que a época escocês não foi a melhor (11º o DTM). A sua prestação na Hungria foi meritória e é provável que a sua capacidade tenha sido subvalorizada enquanto esteve na F1. Mas trocar Massa que tem experiência, ritmo competitivo e a equipa do seu lado por Di Resta não parece ser uma opção muito lógica à primeira vista.
Não podemos esquecer também que o desempenho de Massa em 2017 está muito abaixo do esperado e talvez por causa disso este seja um dos temas do momento. Se Massa tivesse mostrado um nível superior a questão da renovação não se colocaria. Assim o brasileiro tem ainda três corridas para mostrar que merece o lugar. Aqui, convém também referir que o Williams deste ano está longe de ser tão competitivo quanto os modelos de 2014 e 2015. Muito longe disso…
Há outro nome que deve merecer consideração… Pascal Wehrlein. Está com uma perna fora da Sauber (Charles Leclerc deve assumir o seu lugar, se a equipa não optar por mandar Marcus Ericsson embora), tem talento e tem o apoio da Mercedes que fornece os motores.
O problema parece estar no patrocinador principal (Martini) que prefere um piloto acima dos 25 anos para poder fazer publicidade e o alemão tem apenas 23. Mas em teoria seria a melhor opção, pois é jovem, tem talento e já tem dois anos de experiência na F1. A Williams ficaria com uma dupla jovem (se calhar demasiado, e essa pode ser uma das questões levantadas pela equipa) mas com grande potencial. Causa assim alguma confusão não ver o nome de Wehrlein mais associado à Williams. Das quatro opções disponíveis, parece ser aquela que melhor se enquadra numa perspetiva de futuro.
Isto sem contar com Daniil Kvyat que deverá ter pouco mercado no grande circo. Mas já que a Williams anda a testar com Kubica e Di Resta, não seria de todo surpreendente que o russo também tivesse direito a uma sessão, ainda que os responsáveis da Williams o tenham visto em pista o ano todo, ou quase. Provavelmente não tiveram foi a atenção necessária para perceber bem o que pode valer o russo…
Paddy Lowe já disse que a decisão não terá de ser feita tendo em conta a idade e que a Martini por certo iria perceber as necessidades da equipa. Este é um grande ponto de interrogação que ainda deverá perdurar mais umas semanas pois a decisão é tudo menos fácil…











