Depois de muita luta, Ross Brawn, diretor Geral da Fórmula 1 revelou hoje na Sky Sports F1 que o teto orçamental da Fórmula 1 vai ficar nos 145 milhões de dólares, para 2021. Neste momento estão a ser limados os derradeiros detalhes: “Começámos com 175 [milhões de dólares], foi uma longa batalha para lá chegar, e com a crise atual vamos agora começar com 145. Os detalhes vão ser transmitidos às equipas nos próximos dias. Tem havido muitas reuniões e penso que estamos agora na fase final. Tudo se tornará claro em breve”.
Apesar da Ferrari e da Red Bull se terem manifestado publicamente contra uma maior redução do que já tinha sido aventado inicialmente, os ‘tais’ 175 milhões de dólares, a pandemia de coronavírus e a crise que já se antevê e sente em algumas latitudes levou a que quem estava contra tivesse mais dificuldade de fazer valer os seus argumentos e nesse contexto o acordo está ‘fechado’, e agora Ross Brawn diz que se tornou claro que a F1 precisa de introduzir limites de despesas mais rigorosos para proteger todas as equipas: “Os objetivos iniciais do teto orçamental eram criar um plantel mais equilibrado, mas com a situação atual, a sustentabilidade económica da Fórmula 1 passou a ser a prioridade. Penso que isso vale tanto para as grandes equipas como para as pequenas. Tornou-se muito claro para as pessoas que estão acima de alguns dos diretores e chefes de equipa que a mensagem é clara – temos de reduzir os custos. E, portanto, demos mais este grande passo na redução do teto orçamental”, concluiu Brawn.
Agora, o diabo, está no detalhe. Será pouco provável que as melhores equipas deixem de sê-lo, mas passa a ser bastante mais fácil ver equipas que nos habituámos desde 2013 ver mais atrás, conseguir mais vezes resultados de relevou. Nas anteriores conversas entre a Liberty e as equipas sempre estiveram em cima da mesa várias exceções. Vamos agora ver como fica.
Quando ficou ‘alinhavado’ o teto orçamental de 175 milhões de dólares, havia 20 exceções que não seriam contabilizadas para esse limite, entre elas, os salários dos pilotos, os custos laborais dos três empregados mais caros, despesas de viagens e aluguer de motores. Ou seja, os 175 milhões de dólares eram a ‘base’, mas esse valor cai agora 30 milhões e vamos ver o que sucede com as exceções ficando claro que esta crise provocada pelo Covid-19 abriu uma janela de oportunidade para encolher este teto. Não se chegou aos 100 milhões, como pretendiam alguns, mas chegou-ase a um meio termo.











