O calendário da Fórmula 1 deverá apresentar o número recorde de 24 corridas em 2023, com a adição do GP do Qatar e da estreia do GP de Las Vegas. Por isso, alguma das provas que se realizam este ano, vai sair do calendário do próximo ano e o GP do Mónaco pode estar na calha. As ‘agulhas’ apontam muito mais para Paul Ricard, que apesar do regresso nunca convenceu, mas segundo se sabe, a Fórmula 1 quer obrigar o GP do Mónaco a pagar. Numa reunião do Automobile Club de Monaco, o presidente Michel Boeri rejeitou alegações de que a corrida poderia ser retirada do calendário.
“As pessoas têm vindo a falar de supostas dificuldades depois deste ano na organização de grandes prémios, sendo as exigências financeiras da Liberty Media demasiado elevadas para o Mónaco, e que o nosso GP vai desaparecer”, terá dito Boeri, que foi citado por vários órgãos de comunicação social monegascos. “Não é verdade. Ainda estamos em conversações com eles e agora temos de materializar através da assinatura de um contrato. Não sei se o contrato vai durar três ou cinco anos, mas estes são apenas detalhes”.
Mónaco sempre foi encarada como a jóia da coroa do calendário da F1. O glamour à volta do evento, a tradição do traçado e os desafios aos pilotos sempre fizeram do Mónaco um dos momentos altos do ano. No entanto, a qualidade das corridas tem sido cada vez mais questionada e a nova geração de carros não foi pensada para nos dar um bom espetáculo na pista do Principado. Carros cada vez maiores e mais pesados, os novos monolugares são exatamente o contrário do que a F1 precisa para dar boas corridas no Mónaco. E, talvez por isso se começa a questionar cada vez mais insistentemente a posição da pista no calendário.











