Sempre que há uma corrida com chuva, os pilotos e equipas criticam os pneus para esse tipo de condições, que foram produzidos sob especificações da FIA, F1 e equipas. Após o Grande Prémio do Japão voltou-se a falar sobre os pneus de chuva e a pouca performance que permitem. Os pneus intermédios são mais rápidos e por isso há sempre uma urgência em trocar os pneus de chuva por este composto.
Mario Isola, responsável da Pirelli para a Fórmula 1 respondeu a essas críticas que novamente se levantaram, explicando que o principal problema é que os testes com pista molhada são cada vez mais raros na Fórmula 1.
“Temos apenas um composto para os pneus de chuva e um para os intermédios”, disse Isola. “E têm de funcionar em todo o lado, em 22 pistas diferentes. Temos, portanto, de encontrar o melhor compromisso. Honestamente, não temos muitas oportunidades para testar os pneus de chuva e intermédios. Trabalhamos com a FIA e as equipas, mas se não tivermos a oportunidade de testar os pneus, também não temos a oportunidade de os desenvolver”.
Isola já tinha feito esta referência no passado, mesmo para testar os protótipos dos pneus do próximo ano não há muito tempo para as equipas conseguirem colocar os seus carros deste ano em pista, com um calendários cada vez mais preenchido. E será novamente no próximo ano e deverá ser assim no futuro a médio prazo. E mesmo quando há testes em chuva, Isola diz que as equipas continuam mais concentradas na performance.
“Se nos lembrarmos dos testes de pré-época em Barcelona, molhamos a pista durante meio dia, mas os pneus de chuva foram muito pouco utilizados. Focaram-se nos intermédios”, concluiu o italiano.











