Fórmula 1: O que pode a McLaren fazer em 2021?
A McLaren assegurou o terceiro lugar do Mundial de Construtores e surgiu como a maior ameaça da Mercedes e Red Bull, ao contrário da Ferrari, que esteve muito mal em 2020. Agora, com motor Mercedes o que se pode esperar da equipa de Woking em 2021?
Consistência e eficiência foram a espinha dorsal da campanha da McLaren em 2020, batendo os rivais britânicos do meio do pelotão, a Renault e Racing Point, precisamente devido à sua consistência.
Foi um grande feito para a equipa que suportou uma dolorosa diminuição de competitividade desde 2012, antes de embarcar numa reconstrução que redundou agora no regresso às três melhores. Quando Ron Dennis terminou um incrível período de 37 anos na McLaren em 2017, com Zak Brown a assumir o papel de Chief Executive Officer no ano seguinte, isso marcou uma mudança dramática e o início de uma nova era.
Brown reestruturou toda a operação, trazendo astutamente Andreas Seidl, vindo da Porsche na Endurance, para liderar a operação de F1 como Team Principal e contratando James Key à Toro Rosso para assumir o cargo de Diretor Técnico.
Andrea Stella, antigo engenheiro de Fernando Alonso, foi promovido a Diretor de Corridas, com Piers Thynne a assumir o título de Diretor de Produção. A estrutura está agora claramente definida. Demorou vários anos, mas a campanha deste ano foi a primeira a verdadeiramente dar os frutos. Seidl admite ainda que ainda existe “uma enorme lacuna” para se chegar à Mercedes e Red Bull, mas o que se viu este ano permite perceber que a trajetória é a certa.
Foi a primeira vez que a equipa quebra a barreira dos 200 pontos em oito anos. E isto numa época em que o meio do pelotão nunca esteve tão equilibrado, com a Racing Point e a Renault a fazer um esforço conjunto na luta pela terceira posição, depois de se ter ficado a saber que a Ferrari dificilmente lá chegaria.
Carlos Sainz e Lando Norris foram capazes de tirar o máximo do MCL35, que apesar de não ter sido tão rápido quanto o Racing Point RP20, permitiu à McLaren maximizou todas as oportunidades para agarrar o terceiro lugar no campeonato dos construtores.
Contudo, há ainda muitas lacunas. A McLaren caiu ligeiramente no segundo semestre do ano, pois ao optarem por trabalhar antecipadamente para 2021, tiveram que acelerar para homologar antes do prazo limite de 30 de setembro e isso desviou-lhes a atenção do momento e refletiu-se em pista. Mas a decisão valeu a pena, pois contribuiu para um fim do ano bem forte, e ao mesmo tempo preparou a equipa bem para o próximo ano, uma vez que os dados sugerem que há espaço para desenvolver mais o carro.
Quanto a pilotos, as performances individuais de Sainz e Norris foram um fator determinante para a McLaren alcançar o terceiro lugar no campeonato, pontuaram consistentemente, e acabaram separados por apenas oito pontos. Por fim, tudo isto diz que com a chegada de Daniel Ricciardo, a equipa ganha qualidade nos pilotos, pois o australiano é claramente mais piloto que Carlos Sainz. Se não cometerem erros, a McLaren pode fixar-se novamente no topo da F1. Depois, em 2022, a música é completamente diferente e aí tudo recomeça. Não do zero, mas recomeça…
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necax007
1 Janeiro, 2021 at 2:03
Acho que o Sainz continua a não ser valorizado como merece. O Ricciardo pode ser melhor piloto, mas não é ClARAMENTE melhor piloto.
malhaxuxas
1 Janeiro, 2021 at 2:23
De acordo