A Williams confirmou o fim de relação contratual com Nicholas Latifi quando esta época terminar. Sem lugar na equipa de Grove, que anunciará o próximo companheiro de equipa de Alexander Albon muito em breve, o GP de Abu Dhabi deverá ser a última prova do canadiano na Fórmula 1.
A relação de Latifi com a Williams começou em 2019 como piloto de teste e reserva antes de subir para os comandos do monolugar da equipa na época seguinte. Latifi obteve o seu melhor resultado com o sétimo lugar no Grande Prémio da Hungria de 2021, no entanto, este anos é o único piloto a tempo inteiro sem pontos.
“Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos na Williams Racing, a todas as pessoas na fábrica e àqueles com quem trabalho em pista, pelos últimos três anos”, disse Latifi em comunicado sobre a sua saída da equipa britânica. “A minha estreia inicial na F1 foi adiada devido à pandemia, mas acabámos por ir para a Áustria e, embora não tenhamos alcançado juntos os resultados que esperávamos, continua a ser uma viagem fantástica. Conseguir os primeiros pontos na Hungria no ano passado foi um momento que nunca esquecerei, e passarei ao capítulo seguinte da minha carreira com memórias especiais do meu tempo com esta equipa dedicada. Sei que nenhum de nós deixará de fazer todos os esforços até ao final da época”.
Em declarações no anúncio da equipa, o responsável pela Williams, Jost Capito salientou que Latifi é “um grande jogador de equipa que tem uma grande atitude em relação aos seus colegas e ao seu trabalho e é muito apreciado e respeitado”. Capito, que tem de encontrar uma solução para preencher o lugar deixado vago no final da época, acredita que Latifi “se esforçará ao máximo para maximizar o que podemos fazer juntos durante o resto desta temporada”.
O piloto canadiano tinha deixado claro em Zandvoort que só procurar outras soluções na Fórmula 1 quando o seu futuro com a Williams ficasse definido. Há, no entanto, poucas hipóteses do piloto se manter na competição rainha do automobilismo.











Ora aqui está uma grande surpresa…
Hoje já nem tomo o pequeno almoço, com o desgosto. Não vai deixar saudades, não justificou a permanência na F1. Tem, como atenuante, o facto de ter estado na equipa mais fraca, mas foi batido, sem apelo nem agravo, pelos seus colegas de equipa. Sim, ele pontuou duas vezes o ano passado, naquela caótica corrida da Hungria e na não corrida da Bélgica mas, este ano, até foi batido por alguém que mal conhecia o carro, o que não é um bom cartão de visita. Como diria Luísa Castelo Branco “és o elo mais fraco, adeus”. Veremos quem vai ser,… Ler mais »
Nunca entrei no tom de escárnio com o Latifi, da maioria dos foristas. Se é certo que não se revelou um grande piloto, para mim surpreendeu pela positiva, em relação ao seu início na F2. Sempre teve a aura de filho do papá, mesmo assim consguiu algumas boas vitórias na F2. Na F1, inicialmente, não levou calendários do seu companheiro, mesmo se raramente o ameaçava. Conseguiu pontos. Foi um piloto correcto. Esforçou-se. Chegou aos seus limites, está na altura de sair (talvez até tivesse sido melhor poupar este ano), mas não acho que a sua curta passagem pela F1 tenha… Ler mais »
Na mesma linha de pensamento: https://www.motorsport.com/f1/news/why-latifis-f1-career-deserved-better-than-becoming-an-internet-meme/10373269/
A decisão não surpreende. Um piloto mediano que encontrou uma equipa com um palmarés extraordinário, mas que nos últimos anos, tem estado na cauda do pelotão. Portanto, fazer melhor também não era fácil, apesar de ter sido sempre batido pelos colegas de equipa, o que não é nada bom. A carreira do Latifi fica marcada pelo acidente no último GP de 2021 e que despoletou erros atrás de erros da direção de corrida. Agora, quem se segue ao lado do Albon? Aposto no Nick de Vries, com o apoio da Mercedes. Mas o holandês parece ter outras ofertas em carteira.
Estes teams vivem sempre à base de dinheiro ( que não têm) e de pilotos bons pagadores ( que foi o caso deste,como é de outros e sempre assim foi.Teve a sua chance. Este vai e vem é o habitual na F1,tirando aqueles que são os chamados residentes.O Latifi é apenas mais um de tantos que passaram pela formula primeira. Agora a Williams,que já foi grande, e que hoje é pequena,vai sempre necessitar de “meninos ricos filhos de papá ou boas familias com grandes patrocinios”. Mesmo nos tempos aúreos precisava,quanto mais agora. 2 pilotos :um por mérito, o outro pelo… Ler mais »
E já vai tarde e nem tinha pergaminhos para sequer entrar na F1. O tempo apenas confirmou o que já se sabia vendo o seu palmarés nas Fórmulas de formação.
Gajo porreiro, mas piloto abaixo de mediano.
6 vitórias na F2, 2º lugar no campeonato de 2019 está longe de ser um palmarés fraco nas fórmulas de formação. Há que concentrar nos resultados, não nas impressões.
Só para que conste: é um piloto por quem até tenho simpatia.
Não fico triste com a sua saída, teve uma passagem meritória pela F1. Acabou por ser uma espécie de “instrumento do karma” para se fazer justiça…
Boa sorte para o futuro e obrigado!
Cumprimentos
O que fica é que provocou aquele caldinho.
Já vai tarde! E o mais engraçado é que não deixa saudades!!!