As alterações regulamentares sobre as unidades motrizes na Fórmula 1 foram ligeiras, quando comparadas com todas as mudanças deste ano, mas são extremamente críticas, como já demos conta. Red Bull (Honda), Renault, Mercedes e Ferrari tiveram a difícil tarefa de alterar fortemente as suas unidades motrizes, que serão distribuídas pelas 10 equipas da grelha, para usar um combustível diferente e tentar manter a mesma potência dos anos anteriores, com a pressão extra do seu “congelamento” até ao final da época de 2025, numa tentativa de manter os custos da competição controlados.
Na Mercedes, Hywel Thomas, diretor executivo da Mercedes AMG High Performance Powertrains, está satisfeito com o trabalho que a equipa realizou na nova unidade motriz, com as mudanças profundas, muito além das habituais “pequenas modificações”.
“Há tanto trabalho, feito pela equipa, especialmente [com] a forma como se encaixa no carro”, disse o engenheiro no mais recente vídeo publicado pela equipa. “Todos sabemos quanto trabalho foi feito para o colocar dentro do carro. A frente do motor é completamente diferente. Acho que, ao longo dos anos, falamos da frente do motor, mas quase todos os anos, estamos a modificá-la. Este ano não foi uma pequena alteração. Foi um enorme terror”!
Como tinha já afirmado Hywel Thomas noutra ocasião, as alterações nas unidades motrizes para 2022 foram as maiores e mais importantes desde a introdução do V6 turbo híbrido em 2014, levando por isso os fornecedores de motores a trabalhar afincadamente e profundamente no que será o “coração” dos monolugares de Fórmula 1 até ao final de 2025. É de extrema importância que assim seja.










