Sempre que há uma corrida de Fórmula 1 com condições de pista molhada e é necessária a utilização dos pneus de chuva, há queixas. Os pneus que a Pirelli produziu mediante o pedido das equipas e da Fórmula 1 – convém recordar – não têm agradado aos pilotos e a sua função parece ser apenas retirar água da pista e não de permitir corridas à chuva.
Após o Grande Prémio do Japão, que esteve interrompido durante muito tempo devido à chuva, serviu de lembrete para esta questão. O agora bicampeão de disciplina, Max Verstappen preferia ter pneus de chuva diferentes, que permitissem competir com chuva. “Acho que precisamos de pneus de chuva melhores”, afirmou o neerlandês, acrescentando que “nos anos 90 ou no início dos anos 2000″ se podia competir em pista com chuva e com esses pneus.
“Podemos ter alguns dias de teste e testar todos os diferentes tipos de pneus”, salientou Verstappen, garantindo ainda que os pneus atuais são “simplesmente lentos”. A verdade é que com os calendários da competição cada vez mais preenchidos, os italianos da Pirelli têm pouco espaço para marcar e realizar testes com as equipas e com os atuais carros.
O piloto da Red Bull explicou que os pneus intermédios são mais rápidos em condições de chuva do que o composto para esse efeito, por isso “é por isso que estamos sempre a tentar mudar para intermediários muito rapidamente”.
À semelhança do que acontece com os regulamentos, e basicamente com tudo o que acontece na F1, é pedido às equipas que dêem feedback sobre as soluções para a disciplina, o que engloba os pneus produzidos pela Pirelli. Como tal, parece que basta às estruturas e à F1 pedir outro tipo de pneus, se assim o entenderem.










