Martin Whitmarsh, que esteve ligado à McLaren durante 25 anos, chegando até a substituir Ron Dennis como chefe de equipa de Fórmula 1, abandonou o cargo em 2014, mas quatro anos depois, está de regresso à F1, a convite da FIA para uma função importante que pode definir parte do futuro da modalidade. O britânico trabalhará como consultor para a implementação do teto orçamental, um tema já antigo, mas que nunca saiu do papel.
A vontade dos responsáveis da F1 é colocar um travão ao gasto das equipas grandes e para isso foi pensado que um teto orçamental seria a solução ideal. A solução nunca agradou às equipas grandes e levou até à saída de Max Mosley da FIA, ele que era um defensor da ideia.
Com a chegada da Liberty, muita coisa já mudou e irá ainda mudar e a ideia do teto orçamental voltou a ser falada com seriedade. As equipas mais pequenas defendem que esta medida poderia equilibrar a competição, com as equipas grandes a estarem impedidas de gastar rios de dinheiro para compensar a falta de competitividade. As equipas grandes, que não têm problemas em arranjar dinheiro e querem continuar a vencer, estão obviamente contra a ideia.
Como em tudo na F1, chegar a um consenso nesta matéria será muito difícil e a decisão de chamar Martin Whitmarsh como consultor, ele que foi uma das vozes que defendia a introdução de um mecanismo de controlo de custos, é acertada. Resta saber que proposta será feita às equipas e se estas vão ter abertura suficiente para a aceitar.










