Há quem diga entre os Chefes de Equipa que neste momento já há mais Diretivas Técnicas a chegar às equipas oriundas da FIA, do que Press Releases distribuídos durante um fim de semana de Grande Prémio.
Têm sido inúmeras, as diretivas técnicas da FIA, e o pior de tudo é que por vezes surgem do nada. Ou melhor, não surgem do nada, não sabemos é de onde!
Só este ano, já tivemos as asas maleáveis, traseira e dianteira, conforme a equipa, a alteração dos protocolos de pressão dos pneus, e por fim, mais recentemente, o ‘abrandar’ dos pitstops. Tudo isto tem causado algum mau-estar entre as equipas.
A emissão de Diretivas Técnicas não é nada de novo na Fórmula 1, é prática comum há muitos anos, começou sob a presidência de Max Mosley, no início dos anos 90.
A FIA tem um grande problema com esta questão, pois gere uma competição muito, mas mesmo muito complexa, e o seu policiamento é mais ou menos como a ‘verdadeira’ Polícia na sociedade. Poucos, para tantos crimes! O livro de regras da F1 é muito complexo, mas mesmo assim está muito longe de ser perfeito, e por isso a FIA tem um trabalho difícil, ao tentar lidar com os milhares de engenheiros que estão a trabalhar nas equipas, sempre à procura de ganhar uma vantagem para a sua equipa, por muito pequena que seja, como é o caso das paragens nas boxes em menos de dois segundos. Estes elementos hão-de estar sempre a tentar encontrar um caminho alternativo em torno dos regulamentos e a única coisa que a FIA pode fazer, é reagir, pois dificilmente consegue prevenir…












