A diretiva técnica da FIA para tentar evitar o excesso de oscilações nos novos monolugares de Fórmula 1 é vista por alguns protagonistas no paddock como uma alteração ao regulamento técnico. Nem mesmo a justificação que as mudanças nos fundos dos carros para 2023 tentam proteger os pilotos e que se trata de uma questão de segurança, faz alterar a opinião de alguns responsáveis das equipas. No entanto, o diretor técnico da McLaren analisa esta questão com a discussão que ocorreu no passado, não muito longínquo, com a introdução do Halo.
“Vou traçar aqui talvez um paralelo um pouco estranho com o Halo”, disse Key, citado pelo Motorsport.com. “O Halo é obviamente um projeto totalmente diferente. E em termos da sua magnitude da segurança para os pilotos, sabemos que é muito significativo, mas havia muitos opositores na altura, lembram-se de todos os comentários de ‘parece terrível, isso não é Fórmula 1’?. Todas estas coisas”.
Key realçou que a proteção dos pilotos aumentou desde a introdução do Halo e insistiu que a principal razão para a FIA querer alterar as regras dos fundos dos monolugares se prende exclusivamente com os riscos que as oscilações trazem aos pilotos.
O responsável da McLaren acrescentou ainda, que embora as equipas não sejam negligentes no desenvolvimento dos seus carros e nos perigos que podem acarretar para os seus pilotos, uma mudança de regulamento é a única forma de todas as estruturas tratarem do problema ao mesmo tempo.
“Penso que se imaginarmos que somos a FIA, e não fazemos nada, e ainda lá acontece [o ‘porpoising’] em 2023, depois de virarmos as coisas e produzirmos carros novos baseados em muito mais conhecimentos do que tínhamos para 2022, é muito difícil simular e prever as oscilações”, concluiu o responsável técnico da equipa de Woking.











