Fórmula 1: Sebastian Vettel termina carreira no final do ano
A Aston Martin confirmou hoje que Sebastian Vettel decidiu terminar a carreina na Fórmula 1 no final da temporada de 2022.
No comunicado da equipa de Silverstone, Sebastian Vettel afirma que “hoje não se trata de dizer adeus. Trata-se antes de dizer obrigado – a todos – sobretudo aos fãs, que sem o seu apoio apaixonado a Fórmula 1 não poderia existir”.
Vettel tinha dito recentemente, respondendo a uma questão sobre o seu futuro, que o objetivo era manter-se na equipa e que as partes estavam a discutir todos os pormenores. No entanto, a decisão está tomada e a poucos dias do início da pausa de verão, o piloto anuncia a “reforma” da Fórmula 1.
“Tive o privilégio de trabalhar com muitas pessoas fantásticas na Fórmula 1 durante os últimos 15 anos – há demasiadas para mencionar e agradecer. Nos últimos dois anos tenho sido piloto da Aston Martin Aramco Cognizant e, embora os nossos resultados não tenham sido tão bons como esperávamos, é muito claro para mim que tudo está a ser montado e que a equipa precisa de correr ao mais alto nível durante os próximos anos”, explicou o piloto alemão sobre a decisão, acrescentando que: “A decisão de me retirar foi muito difícil para mim, e tenho passado muito tempo a pensar nisso; no final do ano quero tirar mais algum tempo para refletir sobre aquilo em que me vou concentrar a seguir; é muito claro para mim que, sendo pai, quero passar mais tempo com a minha família”.
Lawrence Stroll, proprietário da equipa britânica, agradeceu o trabalho desenvolvido por Vettel no ano e meio que passou na Aston Martin e afirmou que “deixámos-lhe claro que queríamos que continuasse connosco no próximo ano, mas no final fez o que considera ser correto para si e para a sua família, e claro que respeitamos isso”. O empresário prometeu ainda “uma fabulosa despedida” a Sebastian Vettel no Grande Prémio de Abu Dhabi, o 300ª GP do alemão e última prova do ano.





Pity
28 Julho, 2022 at 12:16
Nada que não esperasse, mas lamento. Vettel já tinha dado sinais de que não iria continuar, as suas preocupações ambientais, aliadas a um carro muito mau, estavam a afastar Vettel da F1. E, especulação apenas, o brake test do Stroll em França pode ter sido o clic que faltava para a tomada de decisão.
pintinha
28 Julho, 2022 at 12:21
Sentirei a sua ausência.
Um dos grandes F1 Senhores e Homens. Muito poucos o podem igualar. 😥
Cágado1
28 Julho, 2022 at 13:42
Não gostava nada do puto reguila e convencido que foi 4 anos de seguida campeão do mundo, mas passei a gostar do piloto combativo e simpático que tentou conquistar esse mundial com a Ferrari – tenho pena que não o tenha conseguido. Para mim era evidente há muito que estava em declínio e, apesar de alguns brilharetes pontuais, faz bem em deixar a F1. Venham novas gerações.
Resta saber o que fará a Aston Martin, se apostar em talentos despontantes e nomes não sonantes, como fazia a Force India e a Racing Point, ou se vai tentar sacar um piloto sonante. A minha ‘costela’ brasileira chama pelo Drugovich – Albon para a Aston Martin, Piastri e Drugovich para a Williams soava-me muito bem.
Pity
28 Julho, 2022 at 14:09
Dois inexperientes na mesma equipa não acho boa ideia, por muito bons que eles sejam (e acho que são).
Cágado1
28 Julho, 2022 at 15:45
A Williams vai precisar de dinheiro para compensar a perda do Latifi. O Piastri viria com apoio da Apoio da Alpine, o Drugovitch parece ter bom funding.
Pity
28 Julho, 2022 at 16:29
Neste momento, a Williams já não precisa tanto de dinheiro, como quando contratou o Latifi, os donos são outros. O que a Williams precisa, é de desenvolver o carro, pelo que ter um piloto experiente é essencial.
Cágado1
28 Julho, 2022 at 16:50
A Dorilton é um fundo de investimento. Tem dinheiro para investir, mas não para perder, vai querer sempre começar a recuperar algum. Se puder ser com 2 pilotos pagantes, mas ambos com talento (e com cabeça), melhor. Sinceramente gostava de ver. Ou então um deles na Aston Martin e o outro na Williams com o Albon, mas não acredito na hipótese de nenhum deles na AM.
JoaoLima
28 Julho, 2022 at 14:54
Uma pequena nota. Correndo em todos os que faltam, Vettel terminará com 299 GPs e não 300, apesar de ser a sua 300ª presença. Isto porque a FIA faz a distinção estatística entre GPs disputados e presenças. Grandes Prémios disputados é para quem efectivamente tomou parte na partida. Presenças é para quem esteve nos treinos livres e/ou qualificativos e não chegou à partida. Inclusive, conta apenas como presença e não GP disputado, quem desistiu na volta de formação (exemplos, entre outros, de Michael Schumacher em França 1996 ou os 14 pilotos Michelin que no final da volta de formação rumaram à box, desistindo, nos EUA 2005). Vettel não partiu para o GP de Bahrain 2016, daí essa diferença. Também os números que noticiaram dos pilotos com 300 ou mais GPs, eram de presença e não provas efectivamente disputadas.
Assim, o número correcto de GPs disputados é: (entre parêntesis as presenças)
1º Kimi Raikkonen 350 (353)
2º Fernando Alonso 346 (348)
3º Rubens Barrichello 323 (326)
4º Michael Schumacher 307 (308)
5º Jenson Button 306 (309)
6º Lewis Hamilton 300 (300)
7º Sebastian Vettel 289 (290)
Dá-se a curiosidade com 3 múltiplos campeões, caso Sebastian Vettel disputar os 10 que faltam até final da época. Vettel terminará a carreira com 299 em 300 presenças, Alain Prost terminou com 199 em 202 e Jackie Stewart terminou a carreira com 99 GPs em 100
Cágado1
28 Julho, 2022 at 15:47
Boa curiosidade. Daqueles comentários em que realmente é bom ter forista a enriquecerem o fórum 👍