As alterações que a diretiva técnica da FIA sobre o “porpoising” pode trazer, não interessa à Mercedes e as queixas dos seus pilotos não tinham a intenção de trazer mudanças nas regras a meio da época, afirmou George Russell na sequência do anúncio daquele órgão federativo ontem à tarde.
Enquanto alguns no paddock da Fórmula 1 argumentam que as queixas recorrentes da Mercedes levou à decisão da FIA em anunciar uma série de medidas para combater os efeitos do “porpoising”, Russell afirmou que a equipa preferia não ver a introdução de um novo regulamento.
“Penso que isto é algo que toda a gente pensa que a Mercedes está a favor, mas tendo em conta apenas a performance, não queremos realmente mudanças, porque se há mudanças, nunca se sabe se será a nosso favor ou contra”, disse o piloto à Sky.
Russell admitiu, no entanto, que do ponto de vista do piloto, ficou contente com a ação da FIA. “Penso que é promissor ver que tomaram medidas imediatas e não foram necessárias semanas e meses e decisões políticas para mudar algo”, acrescentou Russell. “Penso que é algo de que nós, como pilotos, temos falado, que queremos que a mudança avance porque o que passamos no último fim de semana, simplesmente não é sustentável. Quando se trata de segurança, as coisas precisam de ser resolvidas o mais depressa possível, por isso não me surpreende ver chegar tão depressa as mudanças, mas penso que é bom para todos”.
A definição pela FIA de uma métrica, baseada na aceleração vertical do carro, que dará um limite quantitativo para um nível aceitável de oscilações verticais, pode fazer com que as equipas tenham que aumentar a altura ao solo dos carros e com isso perder desempenho, podendo “jogar” a favor ou contra várias equipas e esse é que é a grande dúvida neste momento.











