Nikolas Tombazis, diretor técnico da FIA, afirmou estar confiante que as equipas não aproveitaram as lacunas no regulamento com a questão dos fundos flexíveis, que levou mais tarde à introdução do reforço de medidas de controlo. Novos testes foram implementados para verificar a flexibilidade dos fundos, sendo redefinidos os requisitos de rigidez das tábuas e dos skids nessa zona dos monolugares.
Tombazis admitiu terem existido lacunas no regulamento técnico que entrou em vigor em 2022 sobre este tema, mas confia que as equipas não estivessem “a fazer batota nessa altura”, apesar de considerar que “tendem claramente a trabalhar sempre no limite dos regulamentos”.
Explicando ao Motorsport.com o que aconteceu neste caso, o diretor técnico da FIA afirmou que “a forma como os regulamentos foram escritos permitiu, digamos, alguns truques que não foram intencionais. É por isso que esclarecemos os regulamentos com uma orientação técnica e fizemos algumas alterações. Existem duas áreas nos regulamentos em que podemos agir unilateralmente sem a aprovação da Comissão de Fórmula 1. Uma tem a ver com rigidez, Artigo 3.15, e a outra tem a ver com segurança. Isso deu-nos a capacidade necessária para agir”.
Tentando alcançar uma solução mais justa possível, os elementos da FIA tiveram de negociar com as equipas o valor mínimo da altura dos fundos, passando de 25 mm para os 15 mm finais. Segundo Tombazis, “é um dilema porque na Fórmula 1 quase tudo é interpretado para beneficiar alguém mais do que outra pessoa, porque afinal alguém tem de ganhar e alguém perder”.










