A perda de lugares na grelha é uma penalização forte aos pilotos que são forçados a trocas de unidades motrizes para além do número de vezes que o regulamento da Fórmula 1 permite. Este ano, os dois principais candidatos ao título mundial já foram penalizados e não há certezas que não o possam ser novamente, criando a ideia que os pilotos são prejudicados por algo que não têm culpa. Existe alguma alternativa a esta penalização nestes casos? Questionados, alguns responsáveis de equipas são da opinião que não há alternativa, enquanto para outros, passar de 3 motores para 4 como limite máximo seria sensato.
“Penso que o sistema de penalidades nas unidades motrizes é bastante robusto”, afirmou Toto Wolff em declarações ao motorsport.com “Porque o que precisamos de evitar é construir unidades motrizes de forma a ter um pico de desempenho apenas em algumas corridas e se mudarmos os regulamentos, e se dissermos ‘ok, não há penalização na grelha para o piloto, mas apenas pontos para os construtores’, isso ainda significará que as equipas, se estiverem numa luta por um campeonato de pilotos, vão trocar consecutivamente de motores àquele carro. Penso que, se encontrarmos boas soluções, vale a pena olhar para elas. É confuso para os novos adeptos porque, sem responsabilidade do piloto, uma penalização por troca de motor o coloca na parte de trás da grelha, ou a 10 ou cinco lugares da frente. E isso claramente não é bom, mas não tenho a solução”.
Andreas Seidl também não encontra alternativa, já que aumentar o número máximo de unidades permitidas por ano, para o homem da McLaren não é solução. “Não vejo realmente uma solução para isso porque, se decidirmos aumentar para quatro motores em vez de três, acabaremos por ficar todos com cinco motores”, afirmou Seidl. “Isto apenas mostra que todos os fornecedores estão a forçar ao máximo e que todos nós, levamos a tecnologia ao limite absoluto ou para além dele e é isso que resulta em questões ou problemas nos motores. Portanto, temos simplesmente de aceitar isso na altura e continuar”.
Christian Horner tem uma opinião contrária a Wolff e Seidl, afirmando que o limite máximo permitido é baixo e deveria ser aumentado. “Nunca fui adepto de dois ou três motores. Acho que acabamos por utilizar durante a época 4 motores, por isso penso que seja algo que temos de analisar no futuro. Quer dizer, fala-se em descer para dois motores, o que penso que seria um erro. Portanto, é preciso que haja um equilíbrio sensato”.











