As novas rodas dos Fórmula 1 de 2022 vão finalmente mudar. Depois de muitos anos de F1 com rodas de 13 polegadas, vai haver mudança, que sucede por várias razões: a primeira delas, porque chegou o momento de acompanhar a tendência da indústria automóvel e usar rodas maiores, são pneus mais modernos.
No passado, as rodas mais pequenas ‘disfarçavam’ uma contribuição para os espetáculo: rodas de 13 polegadas não permitiam travões tão grandes. Se o fossem as distâncias de travagem eram ainda menores e isso é mau para o espetáculo.
Os novos pneus terão a mesma largura, 305 mm à frente e 405 mm na traseira, mas o diâmetro passa de 660 mm para 720 mm. Mas há coisas que mudam, por exemplo o facto das equipas utilizarem os travões para aquecer pneus e jantes. É que os travões vão permanecer iguais, e por isso vai haver muito mais dissipação de ar entre os travões e as jantes/rodas. Que logicamente vai afetar muito o aquecimento das jantes e pneus como até aqui.
Por outro lado, os engenheiros da F1 vão ter um sistema completamente novo de suspensão, não só porque as rodas são bem mais pesadas, mas também pelo facto da borracha que existia nos pneus com jantes de 13 polegadas era bem maior e servia de ‘amortecedor’, o que não vai acontecer com os pneus de 18 polegadas de muito mais baixo perfil. Portanto, muito para aprender com as novas suspensões.
Em teoria os monolugares de 2022 vão perder tempo por volta, mas a Pirelli disse recentemente que os tempos por volta em 2022 não deverão ser muito diferentes dos que temos visto até agora. Como já dissemos, as rodas novas de 22 polegadas acrescentam peso, cerca de 5.2 Kg que significam algum tempo em pista (cada ‘cavalo-vapor a menos no motor do carro significa 0.016s em pista numa volta), sendo que o peso mínimo dos F1 subiu de 752 Kg para 790 kg para permitir que novos sistemas de segurança sejam implementados. Logo, os monolugares devem ser mais lentos mas não forçosamente só por causa das novas rodas. Como sempre até aqui, depressa vão recuperar terreno face aos monolugares que agora terminaram o seu ciclo de vida, mas dificilmente vão bater os seus recordes. Mas vamos ver, pois o mundo pula, avança e evolui, por vezes mais do que pensamos…











