Daniil Kvyat está quase despedir-se, mais uma vez, da Fórmula 1, e desta vez é bem capaz de ser para valer. O russo espelha bem o que tem sido nos últimos tempos o programa de jovens pilotos da Red Bull, onde foi colocada uma fasquia tão alta por Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e mais recentemente Max Verstappen, que todos os que vieram a seguir tiveram e vão continuar a ter grandes dificuldades em se ‘estabelecer’.
O próximo ‘cliente’ é Yuki Tsunoda, e em lume brando está Alex Albon.

A Red Bull continua à procura do Santo Graal, e se olharmos para os programas de jovens pilotos das principais equipas, Mercedes, Ferrari, Renault e McLaren, não é certamente o programa da Red Bull que se está a destacar. Sergio Pérez ser hipótese para a Red Bull em 2021 é bom exemplo disso. Mas é de Daniil Kvyat que queremos falar. A sua história na disciplina é feita de altos e baixos, e com este último, já é a terceira vez que entre, ou reentra, na Fórmula 1.
Para mal dos nossos ‘pecados’, António Félix da Costa ficou apeado da F1 para 2014, quando a posição na Toro Rosso foi dada a Daniil Kvyat, vencedor da GP3. Foi promovido à Red Bull na sequência da saída de Sebastian Vettel para a Ferrari, em 2015, e por fim em 2018 quando a Red Bull ficou sem opções, 12 meses depois de dispensar Kvyat, foi buscá-lo novamente para a Toro Rosso.
Agora, está novamente na porta de saída, quase fora de F1, pronto para ser substituído por Yuki Tsunoda, piloto de Fórmula 2 que está a tentar obter a superlicença.

Não é por falta de tentativas, mas das duas uma: ou a Red Bull não tem tido o ambiente certo para que os seus jovens cresçam, ou promove-os à F1 sem que estes tenham o que é preciso para não se colocarem na corda bamba. Sabemos que é difícil a comparação com Max Verstappen, mas o que fez Pierre Gasly o ano passado e o que tem feito Alex Albon este ano está longe de ser suficiente.
Quanto a Kvyat, está perto de sair, porque depois de já ter sido batido por Carlos Sainz, quando correram juntos, agora também é batido por Pierre Gasly. Sem se saber o que vai acontecer ao segundo lugar na Red Bull, se a Gasly fossem dada as mesmas oportunidades que teve Kvyat, talvez o francês as aproveitasse, mas pelo vistos este é mesmo o fim de Kvyat na F1, ele que é o quinto piloto com mais corridas no universo Red Bull.
Não se pode dizer que foi um fiasco, mas nem sequer fez o suficiente para que outras equipas olhassem para si como hipótese.
Nesse aspeto, provavelmente, Pierre Gasly está muito mais bem visto. Alex Albon, neste momento, nem tanto.
Por fim e sendo óbvio que esta será uma afirmação condicionada pelo facto de nos ter ‘lixado’ uma presença na F1 em 2014, que nunca vamos saber como teria corrido, de António Félix da Costa, mas muito sinceramente, Daniil Kvyat a mim não me vai deixar saudades nenhumas e acredito que a muitos também, portugueses ou não. Pedindo desde já desculpa pelo ‘abuso’ momentâneo entre o que é informação e opinião pessoal…










