A Red Bull desistiu da sua intenção de colocar o piloto da Indycar Colton Herta no lugar de Pierre Gasly na AlphaTauri em 2023, depois da FIA não ter dado sinais de abrir a exceção para a emissão da superlicença ao norte-americano. Depois das críticas de Helmut Marko, seguiram-se alguns dos pilotos companheiros de Herta na Indycar com a Fórmula 1 e a FIA como destinatários. Agora foi a vez do próprio piloto envolvido afirmar que não queria uma exceção por parte da federação internacional, mas gostaria de ver a competição de monolugares norte-americana melhor representada na pirâmide do sistema de pontuação da FIA.
“Consigo compreender a posição da FIA”, disse Herta ao Motorsport.com. “Apenas sinto que a IndyCar está mal representada na estrutura de pontos da superlicença, mas do seu ponto de vista, com a atual estrutura de pontos, eu percebo-o. E eu não quero entrar [na Fórmula 1] como ‘uma excepção'”.
O sonho em chegar à Fórmula 1 está longe de ter terminado, assumiu o piloto, talvez com o dono da sua atual equipa na Indycar, Michael Andretti, que também acredita poder tornar a sua estrutura na 11ª equipa da grelha da competição rainha do automobilismo. “Penso que Michael [Andretti] está preparado para me colocar na F1, essa oferta ainda está longe. Compreenderia se, aos 26 anos, não me quisesse pôr num carro de F1, mas acho que há lição de tudo isto do [Nyck] de Vries, certo? Tem 27 anos, terá 28 no início da próxima temporada, e parece que o que ele fez em Monza pode ter aumentado a probabilidade de conseguir um lugar”.
Mesmo que essa oportunidade com a Andretti, agora que a opção Red Bull/AlphaTauri terminou, Colton Herta diz que a decisão nunca estará nas suas mãos, estará sim, sempre dependente da FIA e da atribuição da superlicença a um piloto da Indycar.
Foto: Chris Owens











